Economia

IPCA-15 sobe 0,25% em dezembro e inflação fecha o ano dentro da meta; veja detalhes

IPCA-15 sobe 0,25% em dezembro e inflação fecha o ano dentro da meta; veja detalhes
IPCA-15 acelera em dezembro e encerra 2025 com inflação acumulada de 4,41%.

O IPCA-15 registrou alta de 0,25% em dezembro de 2025, segundo o IBGE, superando o resultado de novembro em 0,05 ponto percentual. O indicador, que antecipa a inflação oficial, confirma um fim de ano com inflação moderada, mas com pressões setoriais pontuais, sobretudo em serviços e transportes. A leitura veio ligeiramente acima do consenso de mercado, sustentando uma postura prudente na avaliação do cenário.

No acumulado de 2025, o índice atingiu 4,41%, dentro da banda de tolerância da meta. O IPCA-E, que consolida o trimestre de outubro a dezembro, ficou em 0,63%, bem abaixo dos 1,51% observados no mesmo intervalo de 2023, refletindo um ambiente de desinflação mais disseminada. Esses números reforçam a ancoragem parcial das expectativas, apesar de focos de pressão.

Transportes lideraram a alta do mês, com avanço de 0,69% e contribuição de 0,14 ponto percentual para o resultado. As passagens aéreas saltaram 12,71% e responderam por 0,09 p.p. da leitura, movimento típico de sazonalidade e ajustes de oferta. Aplicativos de transporte subiram 9,00%, enquanto os combustíveis retomaram pressão com alta de 0,26% após queda no mês anterior.

Vestuário avançou 0,69%, refletindo reajustes de fim de coleção e troca de estação. Despesas pessoais perdeu fôlego para 0,46%, ante 0,85% em novembro, sugerindo acomodação em itens ligados a serviços discricionários. Em habitação, a variação foi de 0,17%, com aluguéis em alta, mas a energia elétrica recuou 0,22% devido à mudança de bandeira tarifária.

A alimentação e bebidas subiu 0,13%. A alimentação no domicílio caiu 0,08%, com recuos de tomate, leite e arroz, ajudando a aliviar o orçamento das famílias. Já a alimentação fora do lar acelerou 0,65%, reforçando a pressão de serviços, em linha com custos trabalhistas e reajustes sazonais de fim de ano.

Segundo o economista Antonio Ricciardi, do Daycoval, o resultado veio “levemente acima do esperado”, com serviços intensivos em trabalho sustentando a inércia. Para os próximos meses, a trajetória do IPCA-15 dependerá do comportamento de passagens, combustíveis e alimentação, além do repasse de custos de serviços. A manutenção da desinflação requer menor volatilidade em itens sensíveis e continuidade do arrefecimento da demanda.

ACESSO RÁPIDO

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