O IRB registrou R$ 27,3 milhões em novembro de 2025, queda de 59,3% em relação aos R$ 67,1 milhões de outubro. Na base anual, o recuo foi de 57,8% frente aos R$ 64,9 milhões de novembro de 2024. O desempenho foi impactado por menor eficiência operacional e alta da sinistralidade, reduzindo a rentabilidade no mês.
Os prêmios emitidos somaram R$ 398,8 milhões, abaixo de outubro (R$ 427,6 milhões) e do mesmo mês de 2024 (R$ 500,1 milhões), sinalizando desaceleração no volume de novos contratos de resseguro. Houve, porém, recuperação nos prêmios retidos, que atingiram R$ 313,3 milhões, acima de outubro (R$ 198,1 milhões), ainda que inferiores ao ano anterior (R$ 394 milhões).
O resultado de underwriting foi de R$ 32,3 milhões, recuando fortemente ante outubro (R$ 108,5 milhões) e novembro de 2024 (R$ 88,5 milhões). Essa contração indica pressão sobre margens técnicas, com menor captura de eficiência em subscrição e maior impacto de sinistros no período.
O índice de sinistralidade avançou para 63,9%, contra 51,1% em outubro e 56,1% um ano antes. A elevação reflete maior proporção de indenizações sobre os prêmios ganhos, comprimindo a margem de underwriting e contribuindo para o menor lucro mensal.
Entre os fatores que podem ter influenciado o quadro estão mix de carteiras menos rentáveis, eventos de sinistros acima do esperado e possível reprecificação ainda em curso. A dinâmica de prêmios também sugere cautela comercial, com foco em qualidade de risco e retenção seletiva.
Nas negociações, as ações IRBR3 caíam 1,96% às 11h desta sexta-feira (23), cotadas a R$ 54,63, enquanto o Ibovespa subia 0,35%, aos 176.212,22 pontos. O movimento indica reação negativa do mercado aos números, com percepção de pressão sobre resultados no curto prazo para o IRB.
Desempenho operacional e prêmios
Em síntese, o IRB foi afetada por menor underwriting e sinistralidade mais alta, apesar da melhora nos prêmios retidos. A normalização desses indicadores será crucial para recompor margens e confiança do investidor.