O fundo imobiliário IRIM11 anunciou a distribuição de R$ 0,89 por cota, o maior valor dos últimos seis meses. O pagamento está programado para 19 de janeiro de 2026 e será destinado aos cotistas com posição em 12 de janeiro de 2026. O provento refere-se ao período de dezembro de 2025 e mantém a característica de isenção de imposto de renda para pessoas físicas, conforme a regra aplicável a FIIs listados.
Em dezembro, com a cotação de R$ 68,00, o fundo registrou um dividend yield mensal de 1,31%. O percentual reforça a atratividade do rendimento corrente no curto prazo, especialmente após o recente movimento de reestruturação. A distribuição de R$ 0,89 por cota indica uma tendência de normalização do fluxo de caixa, ainda que o efeito pleno das mudanças operacionais de novembro não tenha sido totalmente capturado nos resultados.
Em novembro, a carteira do IRIM11 foi ampliada com a incorporação de ativos do IRDM11, elevando a receita mensal para aproximadamente R$ 21 milhões. Esse montante equivale a R$ 0,57 por cota, considerando o novo total de 35.225.778 cotas após a integralização. Como os ativos incorporados passaram a gerar caixa somente a partir de 18 de novembro, o resultado divulgado não reflete integralmente a performance da carteira combinada.
A conversão dos recibos ocorreu em duas frentes. Os cotistas do IRDM11 receberam IRIM15 em 2 de dezembro, enquanto os participantes da oferta direta ficaram com IRIM13. A conversão em cotas efetivas foi concluída em 10 de dezembro, com a liberação para negociação no dia seguinte, normalizando a liquidez e a marcação das posições em mercado secundário.
A gestão promoveu ajustes táticos na carteira, incluindo a venda de cotas de GSFI11, com ganho de R$ 33 mil, e de ALZC11, com ganho de R$ 87 mil, em novembro. Antes da incorporação, o IRDM11 reduziu diversas posições em FIIs, somando R$ 14 milhões em desinvestimentos, com foco em recomposição de caixa e alinhamento do portfólio consolidado.
Com essas movimentações, menos de 5% do patrimônio permanece em caixa, sugerindo alocação elevada em ativos geradores de renda. A expectativa é que os efeitos completos da incorporação se reflitam nas próximas distribuições, sustentando o patamar de rendimentos e o potencial de estabilidade do fluxo do IRIM11.