Status Invest Notícias
Negócios

Itaú lucra R$ 12,3 bilhões no 4T25 e alcança ROE recorde desde 2015

Itaú (ITUB4)

Itaú (ITUB4). Foto: Agência Brasil.

O resultados do Itaú (ITUB4) no 4T25 mostraram força, com lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões, alta de 13,2% ante o 4T24. Os números foram divulgados após o fechamento do pregão desta quarta-feira (4), reforçando a consistência operacional do maior banco privado do país. No acumulado de 2025, o lucro recorrente somou R$ 46,8 bilhões, crescimento de 14,1% frente a 2024, refletindo expansão da carteira, melhora de spreads e controle de custos.

O retorno sobre patrimônio líquido médio (ROE) gerencial fechou 2025 em 23,4%, avanço de 1,3 ponto percentual versus 2024. No trimestre, o ROE subiu para 24,4%, o maior nível desde o 2T15, impulsionado por maior rentabilidade nas linhas com clientes e alavancagem operacional. A qualidade dos resultados também se refletiu na estabilidade do custo de risco e no ganho de eficiência.

Quais fatores explicam o desempenho? A carteira de crédito expandiu 6% em 2025, alcançando R$ 1,49 trilhão. Esse crescimento sustentou alta de 12,1% na margem financeira com clientes, apoiada por mix favorável e dinâmica positiva em pessoa física e PMEs. No 4T25, a margem financeira total foi de R$ 31,5 bilhões, ante R$ 29,4 bilhões no 4T24, com a margem com clientes avançando 8,6%.

Por outro lado, a margem com mercado recuou 34% no trimestre, refletindo menor resultado de tesouraria em um ambiente de juros e curva mais volátil. Ainda assim, a contribuição do core banking mais que compensou essa pressão, garantindo expansão de receitas recorrentes. A disciplina em despesas ajudou a preservar a alavancagem operacional ao longo do ano.

Na qualidade de crédito, a inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, estável no trimestre e abaixo dos 2% de um ano atrás. Esse comportamento indica resiliência do portfólio, política de crédito conservadora e melhor performance em segmentos sensíveis. As provisões seguiram compatíveis com o perfil de risco, sem deterioração relevante.

Para 2026, o banco projeta crescimento de 5% a 9% na margem financeira com clientes, enquanto a margem com mercado deve ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. O guidance sugere continuidade do foco no core, com rentabilidade sustentada e repasse gradual de ganhos de eficiência, preservando o ROE em níveis elevados. Assim, o resultados do Itaú indica fundamentos sólidos para o próximo ciclo.

Sair da versão mobile