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KFOF11 mantém R$ 0,80 por cota e avança no valor patrimonial

KFOF11 lucra R$ 5,24 milhões e revela dividendos projetados para 2026

KFOF11 lucra R$ 5,24 milhões e revela dividendos projetados para 2026. Foto: Pixabay

O KFOF11 iniciou 2025 com lucro de R$ 5,245 milhões em janeiro, ligeiramente abaixo de dezembro (R$ 5,493 milhões). A principal fonte de receitas veio da carteira de fundos imobiliários, que somou R$ 4,801 milhões no período. Apesar da leve queda mensal, a gestão manteve disciplina na distribuição e reforçou a consistência do portfólio frente ao cenário de mercado.

A performance operacional foi complementada por ganhos em aplicações financeiras, que adicionaram R$ 705,8 mil, e por resultados em operações com CRIs, que contribuíram com R$ 412,7 mil. No total, o fundo distribuiu R$ 5,611 milhões aos cotistas, equivalente a R$ 0,80 por cota, alinhando a remuneração ao patamar de referência da estratégia.

Para sustentar a previsibilidade, o KFOF11 mantém uma reserva acumulada de R$ 0,70 por cota. Esse colchão permite atenuar oscilações de curto prazo e preservar a regularidade dos proventos em diferentes ciclos de mercado, servindo como ferramenta de gestão de fluxo de caixa e estabilidade distributiva.

Em janeiro, o valor patrimonial por cota avançou 1,73%, de R$ 93,32 para R$ 94,13. No mercado secundário, as cotas registraram alta de 0,80%, ainda negociando com desconto de 7,58% em relação ao valor patrimonial. Esse deságio pode representar oportunidade para investidores que buscam exposição com margem de segurança e renda recorrente.

A gestão projeta, para o primeiro semestre de 2026, proventos entre R$ 0,75 e R$ 0,85 por cota, com referência central em R$ 0,80. A manutenção desse intervalo dependerá da execução da estratégia, do comportamento das distribuições dos FIIs investidos e das condições de crédito e mercado no período.

Estratégia e alocação do portfólio

A alocação atual reflete ajustes táticos: houve vendas em CRI e no segmento de Logística, elevando o caixa para 15% do patrimônio. Ao fim de janeiro, 80,5% estava em cotas de FIIs, com 52,1% na estratégia imobiliária e 32,9% na alocação tática. Esse posicionamento oferece flexibilidade para capturar assimetrias, recompor risco e aproveitar oportunidades de preço sem comprometer a disciplina de distribuição.

Com base nos resultados, o KFOF11 preserva o foco em renda estável e potencial de valorização, apoiado por gestão ativa, reserva de resultados e diversificação. A combinação de caixa reforçado, desconto em mercado e guidance de proventos sinaliza continuidade na entrega ao cotista.

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