O KNSC11 encerrou dezembro com resultado de R$ 18,2 milhões, alta de 6,43% ante novembro. A maior parte da receita veio dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que somaram R$ 19 milhões, enquanto as despesas do período ficaram em R$ 2 milhões. Esse desempenho reflete a resiliência da carteira de crédito e a boa execução da estratégia do fundo.
As alocações em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) contribuíram com R$ 500 mil, reforçando a diversificação de fontes de receita. Além disso, os instrumentos de caixa adicionaram R$ 700 mil ao resultado, sustentando a geração de renda mensal em um cenário de juros elevados.
Os CRIs indexados ao IPCA sofreram com o efeito defasado da inflação. Em dezembro, os rendimentos desses papéis refletiram majoritariamente o IPCA de outubro (0,09%) e novembro (0,18%), níveis modestos que pressionaram negativamente a remuneração real da carteira. A dinâmica é típica de instrumentos atrelados à inflação, nos quais a atualização ocorre com alguns meses de atraso.
Perspectivas para o IPCA seguem monitoradas. A prévia para dezembro indica 0,34%, enquanto o Boletim Focus projeta mediana de 4,43% para 2025 e 4,17% para 2026. Caso esses patamares se confirmem, a tendência é de melhoria gradual nos cupons de CRIs indexados, à medida que a inflação recente for incorporada.
Os CRIs pós-fixados tiveram desempenho sólido. Atrelados ao CDI, eles se beneficiaram dos juros ainda elevados e da maior quantidade de dias úteis em dezembro. A decisão do Copom de manter a Selic em 15,00% favoreceu essa parcela da carteira, elevando o carrego e contribuindo para a expansão do resultado mensal. Os ganhos em pós-fixados compensaram parcialmente a fraqueza dos indexados ao IPCA.
Quanto aos proventos, o dividendos do KNSC11 foi de R$ 0,09 por cota referente a dezembro, com pagamento em 14 de janeiro de 2026. Considerando a cota média de R$ 9,19, o rendimento mensal alcançou 0,98%, equivalente a 80% do DI ou 94% do CDI com gross-up. A distribuição reflete o equilíbrio entre geração de caixa corrente e prudência na gestão do portfólio.
Resultados e distribuição indicam continuidade da estratégia do KNSC11, com diversificação entre CRIs indexados e pós-fixados, posição em LCI e reforço de caixa para navegar o ciclo de inflação e juros.
