O LVOL11 encerrou dezembro de 2024 com alta de 1,69%, impulsionado principalmente pelo setor de Bens Materiais, que respondeu por 1,56% do resultado mensal. A performance reflete um mês de recuperação seletiva, com foco em empresas de menor oscilação, coerente com a proposta do fundo.
No campo setorial, o segmento Financeiro contribuiu com 0,69%, enquanto Consumo Não Cíclico adicionou 0,30% ao retorno. Utilities, tradicionalmente defensivo, somou 0,08% e reforçou o caráter conservador da estratégia. Esses movimentos evidenciam a diversificação do índice subjacente.
Entre os detratores, Comunicações retirou -0,60% do desempenho, seguido por Real Estate, com -0,26%. Esses impactos negativos foram compensados pelos ganhos dos setores de maior peso, preservando a trajetória positiva do mês para o LVOL11.
Estratégia e índice de referência do LVOL11
O fundo replica o Ibovespa Smart Low Volatility B3, que seleciona ações com menor variação histórica para oferecer uma alternativa mais estável a investidores conservadores. Essa abordagem busca reduzir a amplitude de perdas em cenários adversos, ainda que possa limitar altas extremas.
A gestão utiliza o aluguel de ações como fonte adicional de receita. Ao emprestar temporariamente ativos da carteira, a remuneração é incorporada ao patrimônio do fundo, ajudando a mitigar o impacto da taxa de administração e a aprimorar o retorno líquido.
Distribuição setorial e principais posições
Utilidade Pública concentra 38% da carteira, seguida por Financeiro (23%) e Materiais Básicos (15%). Real Estate e Consumo Não Cíclico detêm 7% cada, Comunicações representa 6%, e Energia completa com 3%. Essa alocação reforça o perfil defensivo e a estabilidade do portfólio.
Entre os papéis, destacam-se TAEE11, ISAE4, CPFE3, CPLE3, EQTL3, EGIE3, CMIG4, AXIA3, ENGI11, ITUB4, VALE3, ABEV3 e PETR4, entre outros. O rebalanceamento é realizado trimestralmente, assegurando aderência contínua aos critérios do índice e ao objetivo de menor volatilidade do LVOL11.
