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MCCI11 lucra R$ 17,28 milhões e mantém DY anualizado de 14,6%

MCCI11 lucra R$ 17,28 milhões e mantém DY anualizado de 14,6%
MCCI11 distribui dividendos de 14,6% ao ano. Foto: iStock

O fundo MCCI11 encerrou novembro de 2025 com resultado líquido de R$ 17,288 milhões, apoiado por receitas de R$ 18,59 milhões e despesas de R$ 1,301 milhão. A distribuição somou R$ 16,96 milhões, equivalente a R$ 1,00 por cota, reforçando a consistência do fluxo mensal. Em caixa, permaneceu um saldo não distribuído de R$ 0,28 por cota, oferecendo margem para equalização de rendimentos nos próximos meses.

Com a cota a R$ 87,75 no fechamento do período, o pagamento implica dividend yield anualizado aproximado de 14,6%. Esse patamar decorre da combinação de carrego da carteira de CRIs e eventos extraordinários, como prêmios por pré-pagamentos. A gestão indica que o nível atual é suportado pela dinâmica de receitas e pela taxa básica de juros.

A gestão projeta manter R$ 1,00 por cota ao mês no primeiro semestre de 2026, condicionado ao recebimento de prêmio de pré-pagamento e à estabilidade da Selic. Para o segundo semestre de 2025, o guidance permanece entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, com números definitivos no relatório gerencial de janeiro de 2026. Esse intervalo reflete tanto o cenário macro quanto o pipeline de operações.

A carteira do fundo imobiliário MCCI11 registrou movimentações relevantes. Houve alocação de R$ 27,8 milhões em CRI BR Properties, atrelado a CDI + 2,00%, com garantias robustas: três galpões logísticos AAA em Jarinu (SP). A estrutura reforça o perfil de crédito e diversificação setorial, mantendo duration e spreads compatíveis com a estratégia.

Em 15 de dezembro, o fundo recebeu a quitação antecipada do CRI WT Morumbi, no montante de R$ 205,9 milhões, equivalente a 13% do patrimônio líquido. O pré-pagamento veio acompanhado de prêmio de R$ 2,6 milhões, que adicionou R$ 0,15 por cota ao resultado do período. Esse ganho extraordinário contribuiu para o patamar de distribuição observado.

Perspectivas seguem favoráveis enquanto persistirem spreads atrativos e inadimplência controlada na base de CRIs. A combinação de caixa retido, prêmios eventuais e indexação a CDI sugere resiliência do rendimento. Ao investidor, cabe monitorar a atualização do guidance e a trajetória da Selic.

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