O MXRF11 concluiu a venda do Edifício Oceanic em novembro de 2024, apurando lucro e reforçando a estratégia de reciclagem de portfólio. O imóvel havia sido incorporado após a execução do CRI Harte, e a gestão classificou o ativo como parte antiga da carteira do fundo. A maior parte dos recursos entrou em dezembro, enquanto os detalhes financeiros completos serão divulgados no próximo relatório gerencial.
Em paralelo, o fundo realizou movimentações relevantes no mercado secundário de CRIs, com destaque para a realocação do CRI Birmann 32, em operação aproximada de R$ 160 milhões. No total, foram mais de R$ 300 milhões em aquisições de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cerca de R$ 200 milhões em alienações, mantendo a estratégia de reciclagem de ativos e otimização de risco-retorno.
A gestão reforça que cerca de 80% do patrimônio líquido permanece alocado em títulos de crédito imobiliário de alta qualidade, preservando liquidez e previsibilidade de fluxo de caixa. Esse posicionamento contribuiu para a consistência dos resultados mensais e para a manutenção do nível de distribuição.
No mês, o resultado apurado em regime de caixa foi de R$ 0,1005 por cota, somando R$ 46,25 milhões. O book de CRIs respondeu por R$ 38,92 milhões, enquanto o book de FIIs adicionou R$ 6,65 milhões ao desempenho consolidado. As permutas financeiras representaram R$ 3,0 milhões no período, evidenciando a diversificação de fontes de receita.
A reserva de correção monetária atingiu R$ 13,08 milhões, ou R$ 0,0284 por cota, influenciada principalmente pelo IPCA, fator que sustenta a resiliência do fluxo de rendimentos atrelados à inflação. Esse colchão oferece flexibilidade para a gestão tática das distribuições futuras, conforme a dinâmica macroeconômica.
Como resultado, o MXRF11 distribuiu R$ 0,10 por cota em novembro, equivalente a yield mensal de 1,02% e anualizado de 12,94%, ou 113,9% do CDI com gross-up de impostos. A combinação entre ganho de capital na venda do Oceanic, realocação eficiente de crédito e manutenção de qualidade nos CRIs sustenta a tese de renda e a disciplina na gestão de risco.
