O NSLU11 recebeu R$ 31.373.117,12 líquidos como parte do acordo judicial firmado com a Rede D’Or, conforme divulgado em fato relevante nesta terça-feira. O montante corresponde a uma fração do valor previsto no termo de transação que encerrou a disputa judicial iniciada em 2011, envolvendo contratos vinculados ao faturamento hospitalar.
Segundo a administradora BTG Pactual, ainda restam cerca de R$ 2,4 milhões a serem levantados dentro do mesmo acordo. Esses recursos, uma vez liquidados, poderão ser distribuídos aos cotistas, observadas as regras aplicáveis aos fundos imobiliários e à política do FII.
Em 2011, o impasse surgiu a partir de ajustes e divergências em contratos de locação indexados ao desempenho operacional. Em 2024, o fundo acionou a Justiça para cobrar os valores considerados devidos, o que culminou em negociações e no atual desfecho.
O termo de transação definiu a quitação por meio de pagamento parcelado e incluiu dispositivos de revisão contratual entre as partes. A estrutura do acordo buscou mitigar novas controvérsias e oferecer previsibilidade ao fluxo de receitas do fundo.
Desdobramentos para o cotista
Embora o fato relevante não traga um cronograma de distribuição de rendimentos, afirma que os valores recebidos podem ser repassados aos investidores. A administradora se comprometeu a manter o mercado atualizado quanto ao recebimento do saldo de R$ 2,4 milhões e eventuais impactos futuros no caixa do FII.
O FII possui aproximadamente 1,29 milhão de cotas e patrimônio líquido de R$ 224 milhões. Na B3, os papéis vinham sendo negociados entre R$ 206 e R$ 207, com P/VP acima de 1, refletindo percepção positiva em relação ao valor patrimonial e às perspectivas do fundo.
No curto prazo, a materialização dos repasses dependerá do cronograma operacional do acordo e da política de distribuição do NSLU11. A conclusão da disputa judicial tende a reduzir incertezas e pode fortalecer a previsibilidade de fluxos, um ponto-chave para o investidor de renda.