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NUIF11: fundo fecha 2025 com retorno 15,9%; veja detalhes

FI-Infra. Foto: Jacek Dylag/Unsplash

FI-Infra. Foto: Jacek Dylag/Unsplash

O fundo de investimento em infraestrutura NUIF11, da Nu Asset, encerrou 2025 com retorno de 15,9%, equivalente a IMA-B + 4,9% ou 131% do CDI, já considerando o gross up do IR. O resultado reforça a importância do carrego como principal motor de performance do veículo, especialmente em um ciclo de juros elevados. A estratégia favoreceu previsibilidade e consistência no resultado ao longo do ano.

A atribuição de performance mostra que carregar os ativos até o vencimento respondeu por 12,9 pontos percentuais do retorno anual. Movimentos de spread e operações táticas de trading adicionaram mais 3,3 pontos percentuais. Em um ambiente de maior seletividade, a gestão aproveitou oportunidades pontuais mesmo após correções no mercado de crédito, priorizando risco-retorno eficiente e disciplina de alocação.

Em dezembro, o desempenho foi próximo da neutralidade. A abertura das curvas de juros reais, com destaque para as NTN-Bs, pressionou os preços e compensou parte do carry do mês. Após a abertura de cerca de 50 pontos-base nos spreads em outubro, o mercado entrou em fase de estabilização, com ajustes pontuais e menor direcionalidade, reduzindo o impacto de ganhos táticos no fechamento do ano.

A estratégia atual privilegia liquidez e flexibilidade. A Nu Asset manteve aproximadamente 11% do portfólio em caixa, sem novas alocações em ativos isentos durante dezembro. O objetivo é preservar munição para capturar prêmios mais atrativos quando os spreads se ampliarem. Essa postura prudente reforça o foco no carrego e na proteção de capital, evitando entrar em operações com prêmios comprimidos.

O NUIF11 segue distribuindo rendimentos consistentes. O próximo pagamento será de R$ 1,10 por cota em 15 de janeiro, equivalente a um dividend yield anualizado de 14,8% (112% do CDI). Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 13,80 por cota, o que corresponde a 134% do CDI, refletindo o efeito combinado do carry e da gestão ativa.

Para 2025, a prioridade permanece na captura de prêmios via carrego, mantendo governança de risco sólida e seletividade. Em um cenário de transição de juros, a capacidade de ajustar a duration, gerenciar liquidez e atuar em janelas de spread deve sustentar o retorno total, com foco em consistência e resiliência ao longo do ciclo.

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