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OIAG11 lucra R$ 1,18 milhão, paga dividendos acima de 1% ao mês e reforça reserva; veja

OIAG11 lucra R$ 1,18 milhão, paga dividendos acima de 1% ao mês e reforça reserva; veja
Fiagro OIAG11- Foto: Pixabay

O Fiagro OIAG11 encerrou novembro com lucro de R$ 1,18 milhão, equivalente a R$ 0,131 por cota, e distribuição de R$ 0,120 por cota aos investidores. Para reforçar a previsibilidade das próximas remunerações, o fundo manteve uma reserva de R$ 0,141 por cota. O desempenho foi impulsionado pelo avanço em operações de crédito estruturado, com foco em risco corporativo do agronegócio e diversificação por emissores e estruturas.

Em linha com a estratégia, o OIAG11 aumentou sua exposição a cotas mezanino, buscando retorno adicional com proteções de subordinação. O principal movimento do mês foi o aporte de R$ 4 milhões no Ponto Rural Fiagro, remunerado a CDI + 3,6%, com vencimento em junho de 2026. A operação é lastreada em recebíveis pulverizados do Grupo Ponto Rural, distribuidor de insumos agrícolas com presença relevante no Paraná, o que favorece granularidade e mitigação de risco.

Além disso, o fundo investiu R$ 1,9 milhão em cotas mezanino do Fator Tarken, uma estrutura apoiada em recebíveis de grandes indústrias do agronegócio. Essa alocação oferece CDI + 5% e conta com subordinação para ampliar a proteção contra inadimplência, alinhando retorno e segurança em cenário de juros elevados.

No campo das desmobilizações, houve a venda do CRA Olfar por cerca de R$ 1,3 milhão, com pequeno ganho de capital aproximado de R$ 500. A transação contribuiu para ajustes táticos de carteira e reforço de caixa, sem impacto relevante na geração de resultado do mês.

A alocação consolidada ao fim de novembro mostrou 92% do patrimônio em ativos-alvo, ante 96,1% no mês anterior. A carteira está distribuída em 51,9% em cotas de fundos, 34,2% em CRAs, 5,9% em CRIs e 8% em caixa, refletindo posicionamento prudente para novas oportunidades. As receitas do período vieram 59,5% de Fiagros, 39,9% de CRAs e CRIs e 0,6% de renda fixa.

Com aproximadamente R$ 7 milhões em caixa, o OIAG11 mantém pipeline ativo para novas alocações em crédito estruturado. A gestão segue focada em aumentar a previsibilidade dos rendimentos por meio de reservas, diversificação e estruturas com subordinação, reforçando a disciplina na seleção de risco e na manutenção de liquidez.

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