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Pão de Açúcar (PCAR3) cai com troca na diretoria; veja opinião da XP

Fachada da sede do Pão de Açúcar (PCAR3)

Pão de Açúcar (PCAR3). Foto: Divulgação

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) recua 5,53% nesta terça-feira (15), cotado a R$ 3,76 por volta das 13h, em movimento que contrasta com a alta do Ibovespa no mesmo período. A queda reflete a leitura do mercado sobre mudanças relevantes na liderança da companhia, elevando a incerteza de curto prazo em torno da execução estratégica do varejista.

A pressão vendedora ganhou força após o anúncio da saída de Sirotsky Russowsky dos cargos de vice-presidente executivo financeiro e diretor de relações com investidores. Para investidores, trocas na área financeira tendem a aumentar a percepção de risco, sobretudo em empresas em fase de reestruturação como o GPA, impactando a precificação de PCAR3.

Para mitigar o vácuo de liderança, o conselho elegeu Alexandre de Jesus Santoro como diretor interino e vice-presidente de finanças. Santoro acumula temporariamente as funções com o cargo de CEO, anunciado nesta semana. Já a diretoria de relações com investidores ficará a cargo de Rodrigo Manso, responsável por manter o diálogo com o mercado e reforçar a comunicação estratégica. Essas nomeações foram recebidas com cautela, dada a transição simultânea em posições críticas.

Houve ainda a saída de Joaquim Alexandre Fernandes Sousa do cargo de diretor estatuário, permanecendo como diretor executivo comercial e de logística. A reorganização indica foco operacional, mas também ressalta a complexidade do ciclo de ajustes internos. A definição de papéis e a execução consistente serão determinantes para reduzir a volatilidade das ações.

A XP reiterou recomendação neutra para PCAR3, destacando que a saída de Russowsky não surpreende, dada sua trajetória no Casino. Segundo os analistas, a família Coelho Diniz aparenta priorizar executivos próprios para conduzir o negócio, o que pode acelerar decisões, mas exige comprovação de resultados. Entre os riscos, permanecem fracos indicadores operacionais e incertezas fiscais, fatores que sustentam a postura conservadora.

Em síntese, a reação negativa do papel reflete o prêmio de risco associado à troca de liderança e à necessidade de entregar melhoria operacional. A consolidação do novo time, a clareza de metas e a execução de curto prazo serão essenciais para reancorar expectativas e reduzir a pressão sobre PCAR3.

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