A Petrobras (PETR3; PETR4) reportou lucro líquido de R$ 15,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo do mesmo período do ano anterior. A receita avançou 5%, somando R$ 127,3 bilhões, sustentada por maiores volumes e melhora no mix de derivados. O conselho aprovou R$ 8,1 bilhões em dividendos, a serem pagos em duas parcelas (maio e junho) de R$ 0,62 por ação, reforçando a disciplina de capital e a atratividade do papel.
Na abertura do pregão desta sexta-feira (6), PETR4 subia 2,95%, a R$ 41,89, enquanto PETR3 avançava 3%, a R$ 45,29, por volta das 11h. O movimento reflete a leitura positiva do mercado sobre a normalização de margens e o avanço de projetos estratégicos, apesar de pressões de custos. A percepção de risco político permanece no radar, mas sem impedir a reação favorável aos números.
Analistas do Itaú BBA destacaram fluxo de caixa operacional de US$ 10,2 bilhões, 14% acima das estimativas, impulsionado pela liberação de capital de giro. O capex atingiu US$ 6,3 bilhões no trimestre, levando o total anual a US$ 20,3 bilhões, próximo ao teto do guidance, em linha com a aceleração de projetos no pré-sal. O banco vê execução consistente e geração de caixa resiliente.
A XP Inc. apontou EBITDA ajustado de US$ 10,9 bilhões, 1% abaixo das projeções, mas ressaltou que a geração de caixa livre ficou em linha, com composição diferente devido ao capital de giro. A casa avalia que a dinâmica operacional permanece saudável, com avanço em eficiência e estabilidade das operações upstream. O foco segue em disciplina de investimentos e retorno ao acionista.
Recomendações seguem construtivas: o Itaú BBA mantém classificação outperform, com preço-alvo de R$ 43, enquanto a XP reitera compra para PETR4, com alvo em R$ 47. Para investidores, o caso combina valuation atrativo, pipeline robusto no pré-sal e distribuição de proventos contínua.
Em síntese, a Petrobras entrega um trimestre sólido, com melhora de resultados, caixa forte e capex alinhado ao plano, sustentando o otimismo do mercado e a tese de valorização do papel no curto e médio prazos.