A fintech ações do PicPay confirmou sua estreia na bolsa de Nova York para 29 de janeiro de 2025, marcando a primeira abertura de capital de uma brasileira em mais de cinco anos. A empresa planeja ofertar 22,8 milhões de ações ordinárias classe A, com faixa indicativa entre US$ 16 e US$ 19. A operação busca ampliar a base de investidores e fortalecer a posição da companhia no mercado financeiro digital.
A oferta representará cerca de 21% do capital social total, conforme o prospecto preliminar. Os bancos Bank of America e Citi lideram a coordenação, com roadshows iniciados nesta terça-feira em Nova York, mirando investidores institucionais globais. A precificação deve ocorrer na véspera da estreia, seguindo as condições de mercado.
O controle da ações do PicPay seguirá com a J&F Participações, holding dos empresários Joesley e Wesley Batista. A estrutura dual class preserva o poder decisório da controladora, enquanto a listagem amplia liquidez e visibilidade para a base de acionistas. Essa configuração é comum entre empresas de tecnologia que buscam crescimento acelerado sem diluir governança estratégica.
Em contexto setorial, o último IPO brasileiro no exterior foi o Nubank, em dezembro de 2021, no mercado norte-americano. Desde então, o apetite por novas emissões arrefeceu, em meio a juros elevados e maior seletividade dos investidores. A volta com a abertura da ações do PicPay sinaliza uma possível reabertura de janela para companhias de tecnologia e serviços financeiros.
Outras fintechs também se movimentam. O Agibank protocolou pedido para listar ações classes A e B sob o ticker AGBK, igualmente em Nova York. Caso confirme a operação, somará-se a nomes como XP (XPBR31), Nubank (ROXO34) e Inter (INBR32), ampliando o rol de brasileiras negociadas nos EUA e diversificando o acesso ao capital estrangeiro.
Com a definição da faixa de preço e do volume total, a ações do PicPay projeta captar recursos para acelerar crescimento, investir em tecnologia e expandir ofertas a consumidores e comerciantes. A estreia em Nova York deve testar o apetite do mercado por ativos brasileiros de alto crescimento, com foco em rentabilidade e escala.
