O PORD11 reportou lucro líquido de R$ 3,817 milhões em novembro, abaixo dos R$ 4,241 milhões do mês anterior, mas com distribuição estável de rendimentos. A geração de caixa veio, majoritariamente, da carteira imobiliária, que somou R$ 3,593 milhões, enquanto o resultado financeiro agregou R$ 847,6 mil ao desempenho mensal. A gestão reforça a estratégia de diversificação em CRIs corporativos, com exposição setorial concentrada em renda urbana.
Com base nesse resultado, o fundo distribuiu R$ 3,802 milhões, equivalentes a R$ 0,102 por cota na competência de novembro. Ao longo dos últimos 12 meses, o PORD11 pagou R$ 1,118 por cota em proventos, o que representa dividend yield de 13,85% considerando a cotação de R$ 8,07. Em termos de retorno real, a rentabilidade foi de IPCA + 8,25% ao ano, chegando a IPCA + 10,58% com gross up de IR, sinalizando resiliência na geração de renda.
A carteira reforçou posições em CRIs selecionados, com foco em crédito corporativo e prazos longos. O CRI Kallas foi ampliado, remunerado a CDI + 2,63%, e passou a representar 0,92% do patrimônio líquido, com novas aquisições previstas. Já o CRI Hapvida aumentou participação para 1,41% da carteira, título atrelado a IPCA + 10,7% e vencimento em 2031, alinhado à estratégia de alongamento e proteção inflacionária.
O CRI Novo Mundo segue em amortização, com reduções de 2,3% em novembro e 1,55% em dezembro, contribuindo para reciclagem de capital. Na alocação por ativos, 34% estão em CRIs corporativos e 23% em caixa, preservando liquidez para capturar oportunidades e gerenciar riscos em um cenário de juros em transição.
A composição setorial evidencia foco em renda urbana, que lidera com 25,4% da exposição, seguida por MCMV (15,7%) e residencial (12,9%). Essa distribuição busca equilibrar previsibilidade de fluxo com diversificação temática, mitigando concentração e volatilidade.
Em síntese, o PORD11 manteve política de rendimentos consistente, reforçou posições em crédito indexado a IPCA e CDI e preservou liquidez. A exposição relevante a renda urbana, somada ao pipeline de CRIs como Kallas e Hapvida, sustenta o potencial de geração de renda em linha com a estratégia do fundo.