O PSEC11 (ex-RVBI11) reportou resultado distribuível de R$ 12,228 milhões em novembro de 2025, alta de 6,2% frente aos R$ 11,512 milhões de outubro. As receitas totais atingiram R$ 24,692 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,028 milhão no período, mantendo a disciplina operacional. A distribuição por cota, porém, foi ajustada para R$ 0,65, o menor patamar dos últimos 24 meses, refletindo o ambiente macro mais desinflacionário.
A administração aponta que a queda dos dividendos do PSEC11 decorre principalmente do comportamento recente da inflação. Com o IPCA negativo em agosto e leituras reduzidas em setembro e outubro, os ativos indexados ao índice perderam ímpeto, comprimindo a renda corrente dos fundos de CRI. Como 34,8% da carteira está alocada em fundos de papel, o impacto aparece com defasagem típica de um a dois meses.
Entre os 23 fundos presentes na carteira, 20 apresentaram rendimentos abaixo da média do ano, evidenciando a disseminação do efeito nos papéis indexados ao IPCA. A queda ponderada foi de 15,6%, intensificada por KNIP11, PCIP11, RBRR11, VGIP11 e KNHY11, que sofreram redução de cerca de 25%. Esse movimento explica a compressão de receitas distribuíveis na virada do trimestre.
Para 2025 e 2026, o PSEC11 pretende capturar ganhos de capital e otimizar a seleção de ativos, reduzindo gradualmente o número de posições para 40–50 até o primeiro semestre de 2026. A gestão privilegiará ativos com assimetria positiva de preço, além de ampliar a exposição a CRIs e a estruturas de equity sênior ou mezanino, favorecendo retornos ajustados ao risco.
A estratégia contempla reciclagem de portfólio, com realização de lucros em posições maduras e realocação em oportunidades com maior potencial de valorização. A intenção é suavizar a volatilidade de rendimentos em cenários de inflação baixa, preservando a geração de caixa.
Em síntese, o ajuste de R$ 0,65 por cota no PSEC11 é resultado direto da menor inflação e de sua defasagem nos fundos de CRI. Com reposicionamento tático e foco em crédito estruturado de melhor qualidade, a gestão busca recompor dividendos e elevar a previsibilidade ao longo de 2025/2026.