O PSEC11 encerrou dezembro com receitas de R$ 38,414 milhões e despesas de R$ 919,3 mil, resultando em R$ 37,494 milhões de resultado operacional. Após um ajuste a mercado de R$ 25,592 milhões destinado à distribuição, o resultado líquido somou R$ 12,715 milhões. Esse foi o terceiro mês completo após a fusão com HGFF11 e BPFF11, consolidando a nova estrutura do portfólio e a estratégia de alocação.
O patrimônio líquido apresentou rentabilidade de 2,7% no mês, abaixo dos 3,1% do IFIX, enquanto as cotas avançaram 3,4% no secundário, levando o P/VP a 0,85 vez no fim do ano. Historicamente, o múltiplo tem média de 0,91 vez, o que indica desconto em relação ao valor patrimonial. Esse descolamento reflete a menor sensibilidade de ativos menos líquidos ao rally de fim de ano e a transição de carteira pós-fusão.
A gestão manteve a distribuição em R$ 0,65 por cota, repetindo novembro. Do total, R$ 0,05 por cota foram alocados em reservas, e R$ 0,33 por cota vieram como ganho não realizado em outros FIIs. A política de proventos busca estabilidade, ainda que parte relevante do resultado derive de ajustes a mercado, o que exige atenção ao mix entre receitas recorrentes e marcação a mercado.
Por que o desempenho ficou abaixo do benchmark? O rali de dezembro favoreceu ativos líquidos e negociados em maior volume, enquanto posições em FIIs via private placement e CRIs (35% da carteira) tendem a responder com defasagem. Ainda assim, desde fevereiro de 2020, o PSEC11 acumula +34,8%, superando os +23,4% do IFIX, evidenciando resiliência no longo prazo e disciplina de execução.
Em dezembro, foram vendidos R$ 114,7 milhões em cotas de FIIs (8% do PL), totalizando R$ 216 milhões (16% do PL) nos três meses pós-consolidação. As posições foram reduzidas de 118 para 102 fundos, com realocação para o CRI WTC (R$ 65 milhões) e operação compromissada (R$ 15 milhões). O objetivo é racionalizar o portfólio e fortalecer a geração de caixa.
Para janeiro, a gestão planeja vender R$ 100 milhões em FIIs e aplicar R$ 85 milhões em oito CRIs high grade, sendo R$ 40 milhões em IPCA + 9,6% e R$ 45 milhões em CDI + 2,5%. A meta é reduzir a carteira para 90 posições, elevando a previsibilidade do fluxo e o alinhamento ao cenário de juros.