O PVBI11 manteve o pagamento de proventos pelo quinto mês consecutivo, reforçando a consistência na distribuição. O anúncio referente a novembro traz data-com em 30 de dezembro de 2025, com pagamento marcado para 8 de janeiro de 2026 aos cotistas posicionados. A decisão ocorre em linha com o histórico recente do fundo e com a estratégia de preservar previsibilidade de renda, mesmo diante de mudanças pontuais na ocupação dos imóveis.
Os dividendos do PVBI11 seguem isentos de imposto de renda para pessoas físicas, conforme a legislação vigente para FIIs listados. Essa isenção amplia o apelo do fundo entre investidores que buscam renda recorrente, especialmente em ciclos de juros mais baixos. Com base na cotação de R$ 82,00 observada em dezembro, o rendimento mensal implica um dividend yield aproximado de 0,55%, em patamar competitivo entre fundos de lajes corporativas.
A média de proventos dos últimos 24 meses ficou em R$ 0,55 por cota, ligeiramente acima do nível atual. Esse histórico sugere resiliência na geração de caixa distribuível, ainda que sujeito a oscilações decorrentes de vacância e renegociações. Em novembro, o FII registrou receita total de R$ 0,57 por cota e resultado líquido de R$ 0,45 por cota, sem efeitos extraordinários, segundo a gestão.
Após a distribuição, a reserva não distribuída permaneceu em R$ 0,24 por cota, oferecendo colchão para suavizar eventuais variações operacionais de curto prazo. Entre as movimentações recentes, a Timbro Trading ocupou área no edifício Vera Cruz em outubro, substituindo a Serena, enquanto a vacância seguiu estável: 16,5% física e 17,6% financeira. A gestão destaca acompanhamento ativo do pipeline comercial.
Operacionalmente, há saídas previstas: a Cascione deixará o FL 4440 em dezembro, e a Julius Baer desocupará dois andares do Vera Cruz em fevereiro de 2026. Como contrapartida, a ServiceNow assumirá 1.801 m² no Vera Cruz a partir de abril de 2026, enquanto a Volken Capital firmou contrato para 247 m² no The One, com ocupação em dezembro. Essas transações indicam rotação de inquilinos, mas com avanço em novas locações.
No curto prazo, a projeção aponta elevação da vacância para 19,8% em abril de 2026, refletindo o timing entre saídas e entradas. Ainda assim, os dividendos do PVBI11 foram mantidos neste ciclo, sustentados pelo caixa operacional e pela reserva. Para investidores, o acompanhamento da absorção líquida e da revisão de contratos será crucial para avaliar a sustentabilidade do nível de distribuição ao longo de 2026.