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Qualicorp (QUAL3) cai 15% após prejuízo e pressão em receita no 4T24

Qualicorp (QUAL3) cai 15% após prejuízo e pressão em receita no 4T24
Imagem gerada por IA

A Qualicorp (QUAL3) caiu 15,1% nesta terça-feira (15), negociada a R$ 2,08 por volta das 15h30, e liderou as perdas do Ibovespa em um pregão de aversão a risco. O movimento refletiu a divulgação de resultados do 4º trimestre de 2024, que trouxeram surpresa negativa no lucro e pressão sobre a receita, intensificando a cautela de investidores.

A companhia reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 10,5 milhões no 4T24, revertendo o lucro do ano anterior, enquanto a receita líquida recuou 6,9% na comparação anual, para R$ 357,7 milhões. A deterioração operacional também atingiu o fluxo de caixa livre recorrente, que somou R$ 51,7 milhões, uma queda de 39,1% ano a ano, refletindo menor geração de caixa frente a despesas e dinâmica comercial mais fraca.

Apesar do quadro desafiador, o BTG Pactual avaliou os resultados como “mistos”. Entre os pontos positivos, destacou-se o EBITDA ajustado acima das estimativas e a melhora de margens, atribuída à maior disciplina de custos. Essa combinação sugere que o plano de eficiência começa a surtir efeito, ainda que insuficiente, por ora, para neutralizar a fraqueza de top line.

Por outro lado, a perda líquida de beneficiários no segmento de afinidade e o aumento do churn preocupam, pois pressionam a base de receitas e elevam custos comerciais. Segundo o BTG, “embora a receita permaneça pressionada, o trimestre reforça o progresso na disciplina de custos”, o que pode sustentar margens caso a empresa estabilize a carteira.

Diante desse cenário, o banco manteve recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 4, o que implica potencial de alta de 63,3% em relação ao fechamento desta terça. Para os analistas, a trajetória dos papéis dependerá do sucesso do plano de reestruturação e da capacidade de reduzir churn e retomar crescimento orgânico.

Em síntese, a Qualicorp enfrenta um curto prazo ainda desafiador, com foco em eficiência e retenção de clientes. A execução do turnaround será determinante para reverter o prejuízo, recuperar o fluxo de caixa e sustentar uma reprecificação mais consistente das ações ao longo de 2025.

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