As ações da RD Saúde (RADL3) registraram alta de 2,51% nesta quarta-feira (4), cotadas a R$ 24,53, após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. No pico da sessão, os papéis chegaram a avançar mais de 4,3%, refletindo o maior apetite por risco após o balanço.
A RD Saúde reportou lucro líquido ajustado de R$ 362 milhões no trimestre, crescimento de 5% ante o mesmo período de 2024, ainda que abaixo do consenso da LSEG. O Ebitda ajustado alcançou R$ 936 milhões, uma expansão de 38,2% na base anual, sustentado por ganhos de eficiência e dinâmica favorável de vendas.
Segundo o Itaú BBA, os números foram positivos, com “clara superação no EBITDA” devido ao forte desempenho de receita. O lucro por ação ficou em linha com as projeções do banco, reforçando a leitura de que a companhia entrega avanço operacional consistente, mesmo em um ambiente competitivo mais acirrado no varejo farmacêutico.
As vendas aceleraram apoiadas nos medicamentos GLP-1, que já têm participação de dois dígitos na receita do varejo. Esses fármacos, usados para controle de diabetes e perda de peso, seguem como importante vetor de tráfego e ticket médio nas lojas, contribuindo para margens mais saudáveis e melhor alavancagem operacional.
Apesar do bom momento, o Itaú BBA manteve recomendação neutra (market perform) para a ação, com preço-alvo de R$ 25 para dezembro de 2026. Para os analistas, a valorização recente já reflete parte relevante da melhora operacional projetada, limitando o potencial de retorno no curto prazo.
No agregado, a leitura do mercado é de que a RADL3 continua bem posicionada, com execução robusta e suporte de categorias em expansão, como os GLP-1. A trajetória de margem e a disciplina de capital serão monitoradas, enquanto o guidance e a captura adicional de eficiência indicarão o fôlego para novas altas.