O RBFF11 anunciou desdobramento de cotas na razão 1:5, conforme fato relevante divulgado nesta semana. A medida foi aprovada pelos cotistas em consulta formal e não altera o patrimônio total dos investidores, apenas a quantidade de cotas em circulação e o preço unitário. Trata-se de um ajuste operacional comum no mercado.
A execução ocorrerá após o fechamento do pregão de 15 de janeiro de 2026, com vigência a partir de 16 de janeiro. Cada cota atual será convertida em cinco novas, com o preço unitário reduzido proporcionalmente, preservando o valor total da posição do investidor.
Como será executado o desdobramento de cotas
O número total de cotas do fundo passará de 3.749.215 para 18.746.075 unidades. As novas cotas manterão direitos e deveres idênticos, sem mudanças na estratégia de investimentos ou no patrimônio do fundo. Para quem estiver posicionado até 15 de janeiro de 2026, a negociação ex-desdobramento começa em 16 de janeiro na B3, e o crédito das cotas ocorrerá na abertura do mercado de 20 de janeiro de 2026.
A operação não constitui distribuição de rendimentos e não altera o valor total investido pelos cotistas. É um procedimento contábil que melhora a divisibilidade das cotas e pode favorecer a dinâmica de negociação no livro de ofertas.
O RBFF11 ficará mais acessível após o split?
Embora o preço por cota diminua, o fundo não se torna economicamente mais barato. A redução incide apenas sobre o valor nominal por cota, compensada pelo aumento proporcional na quantidade. No exemplo do fato relevante, uma cota de R$ 50 passaria a R$ 10, enquanto o investidor receberia cinco vezes mais cotas, mantendo inalterado o valor da posição.
Os cotistas devem atualizar o controle do custo médio, que será ajustado automaticamente pelas corretoras e administradores. A medida tende a facilitar ordens fracionadas e melhorar a formação de preço.
Qual o objetivo dos desdobramentos em FIIs?
Essas operações buscam ampliar a liquidez no mercado secundário e facilitar o acesso do investidor de varejo. Preços menores por cota podem estimular a negociação na B3, sem impacto em rendimentos ou na estratégia de alocação. O RBFF11 classificou a iniciativa como um ajuste operacional típico.