O RBRP11 encerrou dezembro de 2024 com resultado de R$ 6,08 milhões, avanço de 27,4% ante novembro, sustentado por receitas de R$ 6,908 milhões e despesas controladas de R$ 828 mil. Esse desempenho permitiu a distribuição de R$ 4,871 milhões aos cotistas, mantendo a política de rendimentos alinhada ao guidance. Em janeiro de 2025, o fundo pagou R$ 0,40 por cota, com data de pagamento em 15/01, reforçando a previsibilidade do fluxo ao investidor.
A gestão destacou que o valor por cota ficou dentro do intervalo previamente comunicado, refletindo maior eficiência operacional após ajustes de portfólio. Entre os vetores de resultado, a conclusão da alienação dos ativos logísticos realinhou a tese do veículo, agora dedicada integralmente a escritórios, com impactos nas métricas de vacância e área bruta locável. Esse foco busca capturar recuperação gradual do mercado corporativo de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Projeções para 2026 indicam incremento de 5% na distribuição no primeiro semestre, comparado aos níveis atuais. A estimativa se apoia em negociações avançadas e potenciais locações, mas não configura garantia de retorno. O comunicado ressalta prudência e acompanhamento contínuo do pipeline de contratos, priorizando termos de locação sustentáveis e perfil de inquilinos com robustez de crédito.
Desempenho operacional e ocupação
- O River One encerrou 2025 com 94% de ocupação após a locação do último espaço de escritório vago em novembro; permanecem lojas em negociação, com expectativa de conversão nos próximos meses.
- Em São Paulo, o Edifício Jacks Rabinovich (participação de 60%) segue em fase ativa de prospecção de locatários, com foco em contratos de médio e longo prazos.
- O Edifício Venezuela, desocupado após a saída da Estácio, recebe visitas recorrentes para suas lajes de 833 m², indicando retomada do interesse e possível redução de vacância.
A conclusão da venda dos imóveis logísticos para o XPLG11, finalizada em dezembro, simplificou a carteira e deve reduzir a volatilidade de caixa. Para os próximos trimestres, a gestão do RBRP11 pretende capturar ganhos por meio de novas locações, revisão de contratos e disciplina de despesas, buscando preservar a distribuição e potencializar o yield.