O RBVA11 reportou resultado total de R$ 11,96 milhões em novembro, abaixo dos R$ 13,17 milhões de outubro, mantendo a distribuição de R$ 0,09 por cota conforme guidance semestral. A gestão reforçou disciplina na alocação e preservação de caixa, priorizando previsibilidade de rendimentos para os cotistas.
No período, o resultado imobiliário somou R$ 16,18 milhões, enquanto o resultado financeiro registrou déficit de R$ 1,466 milhão, refletindo custos de carregamento e menor receita financeira em linha com a dinâmica de caixa. A política de distribuição foi preservada, sem repasses extraordinários neste mês.
Em paralelo, o fundo formalizou distrato com a Caixa Econômica Federal para devolução de três agências (Guaianases, Pirituba e Planalto Paulista). A medida decorreu da impossibilidade de regularização documental dentro do prazo original do contrato firmado em 2012, encerrando tratativas prolongadas.
Pelo acordo, o RBVA11 receberá R$ 31,7 milhões, atualizados pelo IGP-M, dos quais R$ 19 milhões já ingressaram no caixa e R$ 12,7 milhões têm previsão de pagamento para janeiro de 2026. A transação está estruturada de forma a fortalecer a liquidez sem comprometer a política de rendimentos.
A operação apurou lucro de R$ 17,676 milhões (R$ 0,113 por cota), com Taxa Interna de Retorno em 13 anos de 16,9% ao ano, equivalente a IPCA + 10,6% ao ano. Esse retorno supera parâmetros de mercado para imóveis bancários no período, destacando a eficiência na negociação.
O valor recebido ficou 29,8% acima do laudo patrimonial dos ativos devolvidos, contribuindo para ampliação da liquidez para R$ 14,0 milhões e redução da exposição bancária para 24% do ativo investido. Como resultado, o portfólio avança em diversificação e resiliência operacional.
O lucro foi reconhecido na base distributiva como resultado extraordinário, sem impacto adicional nos rendimentos correntes. A gestão também renovou contrato de locação com a Caixa em São Paulo por cinco anos, com vencimento em setembro de 2030, assegurando estabilidade de receitas.