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RCRB11 sobe 17% e paga maior dividendo em 13 meses

RCRB11: FII tem salto de 17% em lucro e paga maior dividendo em 13 meses; veja valor

RCRB11: FII tem salto de 17% em lucro e paga maior dividendo em 13 meses; veja valor

RCRB11 encerrou dezembro com resultado de R$ 3,855 milhões, alta de 17% frente a novembro (R$ 3,294 milhões). O desempenho permitiu distribuir dividendos do RCRB11 de R$ 0,95 por cota, o maior patamar em 13 meses, sinalizando tração operacional e disciplina financeira. O resultado imobiliário somou R$ 5,206 milhões, enquanto o resultado financeiro adicionou R$ 38 mil, com despesas de R$ 1,616 milhão, preservando margem saudável para novas alocações.

A distribuição de R$ 3,506 milhões superou as expectativas da gestão devido a efeitos não recorrentes, com destaque para o recebimento de multas que reforçaram o caixa no mês. Esse movimento elevou o payout e sustentou os dividendos do RCRB11 em nível acima do padrão recente, ainda que não deva ser tomado como tendência estrutural.

Com a revisão, a projeção de FFO subiu para R$ 1,18 por cota, avanço de 3%. A melhora reflete novas receitas de locação, um contrato acima do previsto e revisões contratuais já acertadas para 2026. Considerando o preço de fechamento, o guidance implica yield anualizado próximo de 10%, indicador relevante para investidores que priorizam renda passiva e reforçam a tese de consistência do fundo.

A ocupação também avançou. No edifício Bravo! Paulista, a Alymente locou 215,33 m² por 36 meses, no modelo plug-and-play, aproveitando infraestrutura existente. O processo levou apenas 20 dias após a saída do inquilino anterior, reduzindo a vacância física para 0,5% e evidenciando a atratividade do portfólio e a velocidade de recomposição de receita. Esse ganho operacional tende a sustentar os dividendos do RCRB11 nos próximos ciclos.

Há ainda um potencial catalisador: após a assinatura de Carta de Intenção, um ativo entrou em fase de diligência em dezembro. Se concluída, a venda pode gerar ganho de capital de R$ 10 milhões, cerca de R$ 2,90 por cota, criando espaço para distribuição extraordinária e reforçando a eficiência alocativa do fundo.

Em síntese, o mês combinou fatores não recorrentes e melhora estrutural. Enquanto multas favoreceram o caixa de curto prazo, o avanço da ocupação, os contratos acima do esperado e as revisões futuras sustentam a tese de renda. Para o investidor, o mix de yield próximo de 10% e vacância mínima compõe um quadro favorável aos dividendos do RCRB11.

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