A Rumo (RAIL3) registrou 5,6 bilhões de TKU (toneladas por aquilômetro útil) em janeiro de 2026, avanço de 55% ante o mesmo mês de 2025. O BTG Pactual classificou o desempenho como “forte começo de ano” e reiterou recomendação de compra para a ação. Apesar de recuo frente a dezembro, o volume superou projeções para um período sazonalmente mais fraco, reduzindo incertezas sobre a trajetória de volumes em 2026.
O destaque veio do Corredor Norte, que transportou 4,8 bilhões de TKU, alta de 67% na base anual. O impulso veio do agronegócio, com maior fluxo de grãos — especialmente soja, farelo de soja e milho. Soja e farelo somaram mais de 2,4 bilhões de TKU no mês, enquanto o milho exibiu salto expressivo em relação a janeiro de 2025.
No Corredor Sul, os volumes ficaram próximos da normalidade histórica, sinalizando estabilidade operacional. Para os analistas, o dado de janeiro indica resiliência da Rumo (RAIL3) após ajustes comerciais recentes, ajudando a preservar participação de mercado em um ambiente competitivo.
Mudanças na dinâmica de comercialização de grãos, estoques elevados e câmbio mais fraco deslocaram negociações para o fim de 2025 e o início de 2026. Esse contexto favoreceu a captura de volumes no começo do ano, mas o mercado seguirá atento à evolução das margens, à disciplina de capital e à eficiência de custos.
Segundo o BTG, a Rumo (RAIL3) tem demonstrado capacidade de sustentar volumes robustos sem comprometer a estratégia de longo prazo. A manutenção do market share, em meio às mudanças de preços e contratos, reforça a tese de que a companhia está bem posicionada para capturar a próxima safra e otimizar a utilização de capacidade.
Diante do cenário, o BTG reiterou recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 23. O banco vê potencial de valorização relevante em relação às cotações atuais, caso a empresa converta volumes consistentes em rentabilidade e mantenha foco em eficiência operacional ao longo de 2026.
