O RZAG11 iniciou 2024 com lucro de R$ 7,871 milhões em janeiro, abaixo dos R$ 8,881 milhões de dezembro, mas mantendo estabilidade na distribuição de rendimentos. O Fiagro pagou R$ 0,12 por cota, o que representou um dividend yield de 1,27% no período, reforçando o compromisso com previsibilidade para os cotistas. No mercado secundário, as cotas recuaram levemente, refletindo ajustes técnicos e o cenário de juros.
As receitas totais somaram R$ 8,785 milhões, enquanto os custos operacionais ficaram em R$ 812,8 mil. A gestão adotou postura conservadora ao excluir do cálculo de proventos as receitas dos CRAs vinculados à Uniggel Sementes, apesar da regularidade nos pagamentos dessas operações. Essa decisão buscou mitigar riscos diante do contexto jurídico ainda pendente de apreciação.
Com a exclusão das receitas dos CRAs da Uniggel, houve redução de R$ 0,0043 por cota no resultado, levando o ganho a R$ 0,1157 por cota. Ainda assim, a distribuição permaneceu em R$ 0,12 por cota, amparada por caixa e resultado acumulado. A recuperação judicial da empresa segue aguardando deferimento, e a gestão monitora de perto os desdobramentos.
No mercado, as cotas do fundo passaram de R$ 9,53 para R$ 9,46, queda de 0,73%. Esse movimento acompanhou a realização de ajustes em operações e a percepção de risco setorial. A liquidez permaneceu adequada, com negociação consistente ao longo do mês. A leve desvalorização não alterou a tese operacional do portfólio.
Estruturalmente, o fundo mantém foco no relacionamento de longo prazo com produtores parceiros e no reforço de garantias. Em janeiro, promoveu reprecificação e revisão de fluxos em emissões de três a quatro anos, alinhando taxas às condições atuais de mercado. A alocação do patrimônio líquido alcançou 95,42% ao fim do mês, priorizando regiões consolidadas do agronegócio.
Desse modo, o RZAG11 preserva disciplina na alocação e diligência na gestão de risco, com ênfase em operações lastreadas e performance consistente. A estratégia de reinvestir em estruturas existentes, somada à prudência na distribuição, sustenta a atratividade do fundo para o investidor que busca renda recorrente no agro.