A Embraer (EMBJ3) recebeu nova avaliação do Banco Safra, que elevou o preço-alvo dos ADRs de US$ 70 para US$ 92 até o fim de 2026, mantendo recomendação de compra. Segundo o banco, a fabricante atingiu maior maturidade operacional, permitindo previsibilidade de resultados e execução mais consistente em todas as unidades de negócio.
O ajuste veio após atualização das estimativas financeiras, incorporação de números recentes e um ambiente macro mais benigno. O Safra também reduziu o custo de capital próprio em dólar de 12,80% para 11,72%, fator que, segundo o relatório, teve impacto direto na revisão do valuation da Embraer. Essa combinação sustenta projeções mais robustas de receita e margem.
Na sessão desta quinta-feira (22), as ações EMBJ3 avançaram 4,03% por volta das 17h30, a R$ 103,30, refletindo a leitura positiva do mercado sobre o novo preço-alvo. O movimento indica confiança na capacidade de execução e no ciclo de crescimento da companhia, reforçada pelo pipeline comercial e pela disciplina de custos.
A carteira de pedidos continua a ser o principal pilar da tese. Em 2025, o backlog cresceu 38% na comparação anual e está 87% acima do nível de 2019, ampliando a visibilidade de receitas futuras. Esse estoque de encomendas suporta um ramp-up gradual de produção, além de reduzir a volatilidade no curto prazo para a Embraer.
No desdobramento por segmentos, a Aviação Comercial deve se beneficiar do programa E2, que melhora o mix de entregas e a rentabilidade. Na Aviação Executiva, o backlog cobre entregas até 2029, com foco em execução e expansão produtiva. Já a Defesa tende a capturar encomendas adicionais em meio a tensões geopolíticas e maiores orçamentos militares, reforçando a diversificação de receitas. Palavras-chave secundárias: ADRs, backlog, Ebit.
Projeções do Safra apontam crescimento médio anual de 8,8% na receita, alcançando US$ 7,97 bilhões em 2026, com margem Ebit estimada em 8,9%. A leitura do banco é que a Embraer combina demanda resiliente, portfólio competitivo e disciplina financeira, criando condições para sustentar múltiplos mais altos e entregar valor ao acionista.
