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SNEL11 cresce com oferta e ganha fôlego com bandeira amarela

SNEL11 cresce com oferta e ganha fôlego com bandeira amarela
Foto: Suno/Banco

O SNEL11 encerrou dezembro com forte expansão, atingindo 63 mil cotistas e patrimônio líquido próximo de R$ 909 milhões. No mesmo período, a bandeira tarifária amarela, acionada pela ANEEL, contribuiu para aliviar os custos de energia após meses de pressão no sistema hídrico. Embora os reservatórios tenham recuado de 69,7% para 45,5% em 2025, o último mês do ano sinalizou estabilidade e início de recuperação.

A dinâmica das bandeiras impacta diretamente os contratos do fundo. Segundo Guilherme Barbieri, head de infraestrutura da Suno Asset, quando os níveis de água caem, os preços da energia sobem para desestimular o consumo, refletindo maior acionamento de termelétricas. Com a bandeira tarifária amarela, o cenário fica menos pressionado, favorecendo previsibilidade para os ativos e os fluxos de caixa do SNEL11.

A quarta oferta pública marcou um ponto de inflexão. A captação somou R$ 622 milhões e impulsionou o número de investidores para mais de 75 mil atualmente. Grande parte do montante foi alocada em 20 contratos de geração solar distribuída, adicionando 87,5 MWp à capacidade instalada por cerca de R$ 436 milhões. Essa estratégia fortalece a diversificação e reduz a exposição a volatilidades pontuais do mercado de energia.

Os novos projetos estão distribuídos em 22 cidades de oito estados, elevando a resiliência operacional do fundo. A taxa interna de retorno real estimada é de 14,44% ao ano, parâmetro atrativo em termos de risco-retorno para um portfólio lastreado em ativos de infraestrutura. A produção anual esperada alcança 153.460 MWh, ou aproximadamente 12.788 MWh por mês.

Com a expansão, o patrimônio do fundo cresceu quase 192% em relação ao período pré-oferta. Esse salto reflete a execução da tese em energia solar distribuída e a captura de oportunidades em contratos de longo prazo. Em um ambiente moderado pela bandeira tarifária amarela, o SNEL11 reforça sua capacidade de entregar estabilidade operacional, escalabilidade e distribuição de resultados aos cotistas.

As bandeiras espelham as condições do sistema elétrico e influenciam a precificação da energia. Em fases de estresse hídrico, há tendência de alta de preços; com a bandeira tarifária amarela, o efeito é suavizado, melhorando a previsibilidade dos contratos e a gestão de risco do fundo.

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