O fundo imobiliário de energias limpas SNEL11 atingiu um novo recorde de liquidez em junho, segundo dados da Economatica. O volume financeiro nesse mês atingiu R$ 23,495 milhões, com uma média diária de R$ 1,174 milhão, demonstrando uma forte valorização na preferência dos investidores.
Este valor representa um aumento de 6,52% em relação ao mês anterior, quando a liquidez atingiu R$ 22,059 milhões. A expansão contínua evidencia uma tendência de alta que teve início no começo do ano, com junho marcando o segundo mês consecutivo com média diária superior a R$ 1 milhão.
O aumento no volume financeiro do SNEL11 reflete a crescente confiança do mercado na tese de investimentos baseada na locação de usinas fotovoltaicas, que integra o segmento de geração distribuída. Este movimento ocorre em um momento em que a transição energética ganha destaque entre os setores de gestão de ativos sustentáveis, sobretudo no contexto do ESG.
Ainda de acordo com a Suno Asset, o fortalecimento da liquidez revela o alinhamento entre o interesse dos investidores e as estratégias voltadas para energias limpas, como a energia solar, considerada uma alternativa econômica contra os impactos das oscilações do mercado de petróleo.
Apesar da volatilidade recente do petróleo, com oscilações significativas devido às tensões no Oriente Médio — incluindo conflitos entre Israel e Irã e a possível entrada dos Estados Unidos no confronto —, o preço do SNEL11 permaneceu relativamente estável na faixa de R$ 8,50. Segundo Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, “energia limpa não é apenas ESG, mas uma estratégia econômica e financeira contra choques de preço. Energia solar se consolida como um hedge estrutural contra possíveis momentos de escassez”.
SNEL11: crescimento de receitas imobiliárias e estabilidade de dividendos
Em relatório gerencial divulgado na última semana, o fundo registrou sua maior receita imobiliária, de R$ 1,554 milhão, resultado que reforça o potencial de crescimento do segmento. Grande parte dos projetos adquiridos recentemente ainda está em fase de finalize, sem geração de caixa neste momento, o que aponta para uma expansão futura na rentabilidade do fundo.
Adicionalmente, projetos em fase de ramp-up ou aguardando conexão elétrica devem impulsionar a geração de receita recorrente, reforçando a expectativa de crescimento sustentável. Enquanto isso, o fundo mantém seu patamar de distribuição de dividendos, de aproximadamente R$ 0,10 por cota, o que equivale a um dividend yield anualizado de cerca de 15%.
Este indicador evidencia a eficácia da estratégia de longo prazo do SNEL11, consolidando a energia solar como uma alternativa de valorização de capital com potencial de geração de valor significativa num cenário de transição energética global.