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SNEL11 capta R$ 620 mi e reforça liderança em energia limpa

SNEL11 capta R$ 620 milhões e alcança valor de mercado de R$ 950 milhões (foto: Pixabay)

SNEL11 capta R$ 620 milhões e alcança valor de mercado de R$ 950 milhões (foto: Pixabay)

O fundo imobiliário Suno Energias Limpas (SNEL11) concluiu sua quarta emissão pública, captando mais de R$ 620 milhões e alcançando valor de mercado próximo a R$ 950 milhões. O movimento também elevou os ativos sob gestão da Suno Asset para R$ 3,3 bilhões. A demanda sólida refletiu a combinação de escala, previsibilidade de receita e foco em geração distribuída.

A captação adotou um modelo híbrido que integra investidores institucionais e proprietários de ativos que desejam seguir expostos ao setor. Nesse formato, os antigos donos vendem suas usinas ao fundo e reinvestem parte dos recursos na própria oferta, alinhando interesses e acelerando a originação. A estrutura reduz assimetria de informação e facilita a diligência de ativos prontos, com histórico operacional comprovado.

Segundo Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset, a principal vantagem é adquirir ativos sem risco de performance ou vacância, com geração de receita desde o primeiro dia. Além disso, as compras são realizadas por valores inferiores às cotações de mercado, o que cria valor intrínseco sem diluir cotistas. Esse diferencial torna o portfólio mais resiliente e ajuda a estabilizar os rendimentos mensais do fundo.

Com o ciclo de juros ainda pressionando o mercado imobiliário tradicional, a estratégia do SNEL11 ganha caráter anticíclico. O fundo prioriza ativos prontos e contratos de longo prazo, reduzindo dependência de crédito e volatilidade. Ao focar em usinas operacionais, mitiga riscos de obra e acelera o payback, preservando a distribuição de dividendos mesmo em cenários desafiadores.

No âmbito tributário, o veículo mantém as isenções típicas de FII, sem incidência de PIS/Cofins, IRPJ ou CSLL sobre os resultados, o que potencializa o retorno líquido ao investidor. O regulamento assegura capital pulverizado, governança robusta e transparência, com uma base superior a 60 mil cotistas. Esse desenho institucional favorece a disciplina de alocação e a seleção criteriosa de projetos.

Liderando a consolidação no setor de geração distribuída, o SNEL11 combina escala, contratos previsíveis e um portfólio diversificado por regiões e contrapartes. A tese se apoia no crescimento estrutural brasileiro de eletricidade renovável, na eficiência operacional e na redução gradual de custos tecnológicos. Assim, o fundo se posiciona para capturar o avanço contínuo da energia limpa no país.

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