O SNEL11 concluiu sua quarta oferta pública na quinta-feira (29), com captação superior a R$ 620 milhões em cerimônia na B3. O fundo imobiliário, focado em energia limpa, triplicou seu patrimônio em um período de baixa atividade no mercado primário, reforçando sua proposta de valor e atraindo novos investidores.
Após a operação, o valor de mercado do SNEL11 alcançou aproximadamente R$ 950 milhões, consolidando-o como o maior FII da B3 dedicado exclusivamente a ativos energéticos. Esse avanço amplia a relevância do veículo no ecossistema de fundos listados e fortalece sua capacidade de originar e executar novas transações.
A base de cotistas cresceu de 3 mil na listagem inicial para cerca de 65 mil investidores. O salto no número de participantes acompanha a expansão do portfólio e o ganho de escala operacional, fatores que contribuem para liquidez, pulverização do risco e maior previsibilidade de resultados.
Segundo Victor Duarte, CIO da Suno Asset, o fundo inaugurou uma nova categoria de investimento no mercado. “Dentro do universo de FIIs, já existiam fundos de galpões, lajes corporativas e crédito, mas não havia um veículo estruturado de energia”, afirma. Essa tese traz ao investidor exposição direta a receitas de longo prazo lastreadas em geração e comercialização de energia.
O modelo de aquisições também se destaca pela flexibilidade. Vendedores de usinas podem manter exposição ao setor por meio de cotas do fundo, alinhando interesses no longo prazo. “O vendedor deixa de ser dono de uma única usina e passa a ser cotista de um portfólio diversificado”, explica Duarte, ressaltando a mitigação de risco por meio da diversificação entre ativos, regiões e contratos.
Cenário e perspectivas do SNEL11
Com contratos que oferecem rentabilidade média de 14% mais inflação, o SNEL11 se beneficia de um ambiente de juros em trajetória de queda. Em um contexto de custos de capital menores, esses retornos se tornam relativamente mais atrativos, favorecendo a precificação das cotas e a viabilidade de novas aquisições. Para investidores, a combinação de previsibilidade, indexação inflacionária e diversificação setorial reforça o apelo do produto.
Ao consolidar escala, ampliar a base de investidores e estruturar um portfólio resiliente, o SNEL11 se posiciona como referência em investimentos listados de energia na B3, combinando renda, proteção inflacionária e tese de longo prazo.
