O SNEL11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota em dividendos, com data-base em 10 de fevereiro de 2026 e pagamento previsto para 25 de fevereiro aos cotistas elegíveis. Considerando o fechamento de R$ 8,60 no último pregão de janeiro, o rendimento implica um dividend yield mensal aproximado de 1,16%, reforçando o apelo do fundo para quem busca renda recorrente isenta.
A isenção de imposto para pessoas físicas, regra aplicada aos fundos imobiliários listados na B3, segue válida para os proventos do SNEL11. Esse benefício fiscal tem sido um dos pilares do interesse crescente pelo produto, ao lado da proposta de exposição ao setor de energia limpa por meio de um veículo listado.
Em paralelo à distribuição, o fundo atingiu a marca de 70 mil investidores, apenas duas semanas após superar o patamar de 65 mil cotistas. O salto ocorreu na esteira do encerramento da quarta oferta pública de cotas, que ampliou a base e elevou a visibilidade do fundo no mercado.
A captação superou R$ 620 milhões mesmo em um ambiente de juros elevados e maior aversão ao risco, aproximando o valor de mercado do fundo de R$ 950 milhões. Com isso, o SNEL11 se consolidou entre os maiores veículos especializados em energia renovável, ampliando sua relevância no ecossistema de FIIs temáticos.
SNEL11 salta número de cotistas
Desde a estreia na bolsa, a base de investidores saltou de cerca de 3 mil para 70 mil, acompanhando a diversificação do portfólio e a demanda por renda isenta além dos segmentos imobiliários tradicionais. Esse crescimento robusto reflete a atratividade do produto e a expansão do mercado de energia descentralizada.
O patrimônio sob gestão da casa atingiu R$ 3,3 bilhões, tendo o SNEL11 como principal vetor de expansão. Segundo Victor Duarte, CIO da Suno Asset, o ganho de escala ajuda a consolidar uma nova categoria dentro dos fundos imobiliários, com foco setorial em geração distribuída.
Com maior porte, o SNEL11 passou a acessar ativos mais relevantes e a negociar diretamente com grandes grupos do setor. A estratégia abrange desenvolvimento e aquisição de usinas, com contratos predominantemente take or pay ou de energia compensada, além de aquisições abaixo do preço de tela, o que sustenta crescimento com geração de valor e controle de diluição.
