O fundo de infraestrutura SNID11 manteve em janeiro de 2026 sua política consistente de proventos, distribuindo R$ 0,13 por cota pelo terceiro mês consecutivo, em linha com as projeções da gestora. A estratégia busca estabilidade de rendimentos ao cotista, mesmo em cenário de juros ainda elevados e volatilidade nos mercados de crédito e inflação.
No mês, o pagamento corresponde a um dividend yield anualizado de aproximadamente 14,9% sobre a cota negociada em bolsa, reforçando o apelo de renda do veículo. Em 12 meses, as distribuições somaram 12,9% sobre a cota de mercado e 14,0% sobre a cota patrimonial, evidenciando a resiliência do portfólio do SNID11 frente a oscilações de marcação a mercado.
A administração executou movimentações táticas para otimizar o spread da carteira. A principal alocação foi a compra de R$ 3 milhões em debêntures da Suno Energias Limpas (SUN011) a NTN-B + 1,80% — fortalecendo a exposição a crédito atrelado ao IPCA. Como contrapartida, foram desfeitas posições em ENGIC0, TCII11 e HARG11, ativos com spreads próximos de zero ou negativos, cuja média de desinvestimento ficou em NTN-B – 0,01%. Essa rotação promoveu melhora de 181 pontos-base no spread agregado dos papéis.
Desde o lançamento, o fundo acumula retorno total de 63,7% na cota a mercado e 50,3% na cota patrimonial, ambos com reinvestimento de rendimentos, superando índices líquidos de referência como CDI, IMA-B, IDA-DI e IDA-IPCA Infraestrutura. Esses números reforçam a tese de geração de alfa em crédito estruturado e infraestrutura, além da disciplina de risco da equipe.
Em dezembro, o carrego contribuiu com R$ 0,124 por cota, abaixo do valor distribuído, enquanto a abertura das taxas secundárias pesou em R$ 0,096 por cota. Parte desse efeito foi compensada por derivativos, que adicionaram +R$ 0,071 por cota, mitigando a volatilidade. A liquidez do mês alcançou R$ 3,6 milhões, com média diária de R$ 163 mil, sustentando a negociabilidade do ativo.
Para o primeiro semestre de 2026, a gestão atualizou o guidance para uma faixa entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota, prevendo o uso de ganhos de capital já realizados para manter a consistência das distribuições. O SNID11 segue focado em operações com bom balanço risco-retorno e spreads reais atrativos, buscando preservar renda e potencial de valorização no médio prazo.
