A proventos seguem no radar dos investidores após TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3) anunciarem distribuições bilionárias. As companhias antecipam remunerações referentes a 2025, reforçando a atratividade de seus papéis em meio à transição para novas regras tributárias sobre dividendos previstas para 2026. O movimento busca garantir previsibilidade de fluxo ao acionista e otimizar a alocação de capital.
A TIM aprovou R$ 2,210 bilhões em valores a serem distribuídos, divididos entre dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). No total, serão R$ 1,790 bilhão em dividendos, o que representa R$ 0,7482883774 por ação ordinária. Já o JCP somará R$ 420 milhões, equivalentes a R$ 0,1755760439 por papel, com retenção de imposto conforme a legislação vigente.
Na Telefônica Brasil, o conselho aprovou R$ 350 milhões em JCP brutos, montante que corresponde a R$ 0,109458 por ação. O crédito será imputado ao exercício social de 2025, condicionado à aprovação da assembleia geral ordinária de 2026, em linha com a prática recorrente da operadora.
Para os acionistas da TIM, os prazos estão definidos: os dividendos têm data de corte em 19 de dezembro, com pagamento até 30 de dezembro. No caso do JCP, a data-base é 22 de dezembro, e o desembolso ocorrerá em 30 de junho de 2026. Esses marcos permitem ao investidor organizar estratégias de posição e reinvestimento.
Na Telefônica, a data-limite para ter direito ao JCP é 29 de dezembro, e o pagamento será realizado em 30 de abril de 2026. A sinalização reforça disciplina de capital e previsibilidade de caixa para o próximo ano.
As duas companhias se inserem em um contexto mais amplo de antecipação de distribuições antes da implementação das novas normas fiscais sobre dividendos a partir de 2026. Para o investidor, monitorar cronogramas e valores por ação é essencial para calcular yield, avaliar impactos tributários e definir o melhor momento de entrada ou posição.
Em síntese, a proventos anunciada combina dividendos robustos da TIM e JCP relevantes da Telefônica, com calendários claros e foco na eficiência tributária. A estratégia pode sustentar retornos competitivos e dar visibilidade ao fluxo de caixa do acionista.
