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Trump escolhe novo nome para comandar o Fed; veja quem

Trump escolhe novo nome para comandar o Fed; veja quem
Kevin Warsh é o nome escolhido por Trump para comandar o Fed. Créditos Hoover Institution

Donald Trump anunciou Kevin Warsh como próximo presidente do Fed, substituindo Jerome Powell no comando do banco central americano. A decisão veio após encontro na noite anterior, encerrando meses de especulações sobre quem assumiria o posto mais influente da política monetária global. O movimento ocorre em um momento de desaceleração econômica e debate sobre o ritmo de cortes de juros, elevando a importância da transição.

Os mercados reagiram de imediato ao anúncio. O dólar se fortaleceu, os juros longos dos Treasuries subiram e ativos sensíveis à liquidez, como ações, ouro e Bitcoin, recuaram. Investidores interpretaram o perfil histórico de Warsh como um sinal de postura mais cautelosa na expansão monetária e de preferência por um balanço menor do banco central.

Quem é Kevin Warsh, futuro presidente do Fed

Warsh tem passagem relevante pelo Federal Reserve. Foi membro do Conselho de Governadores de 2006 a 2011, atravessando a crise financeira global. À época, ganhou reputação por posições mais restritivas na condução monetária, defendendo respostas temporárias a choques e vigilância sobre riscos de inflação. Após deixar o cargo, tornou-se crítico do afrouxamento quantitativo prolongado.

Desde então, Warsh defende redução mais agressiva do balanço do Fed e já apoiou a combinação de cortes de juros com uma diminuição firme dos ativos. Atualmente, é pesquisador e professor em Stanford, e Trump havia manifestado arrependimento por não tê-lo escolhido em 2017. Essa trajetória reforça a leitura de que sua gestão pode buscar reequilíbrio entre estímulo e estabilidade financeira.

Mudanças esperadas na política monetária

A transição de Powell para Warsh sinaliza possível inflexão na estratégia do banco central. Enquanto Powell guiou a resposta à pandemia e comandou o ciclo de alta de juros mais intenso em décadas, Warsh pode adotar perfil mais alinhado à Casa Branca, com foco em juros mais baixos no curto prazo e disciplina no balanço. Essa combinação tende a reduzir prêmios de risco de curto prazo, mas pode elevar a sensibilidade de mercados a liquidez.

A expectativa é de pressão por cortes graduais, ao lado de um esvaziamento mais rápido do balanço. Warsh argumenta que o tamanho excessivo de ativos amplia a influência do Fed sobre a economia e distorce preços. A indicação ainda precisa ser confirmada pelo Senado, etapa que pode trazer volatilidade adicional e novas sinalizações sobre a futura orientação monetária do Fed.

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