Status Invest Notícias
FIIs

TRXF11 bate recorde após captar R$ 3,003 bi na B3

TRXF11 encerra 12ª emissão com captação recorde de R$ 3 bilhões - Foto: Reprodução

TRXF11 encerra 12ª emissão com captação recorde de R$ 3 bilhões - Foto: Reprodução

O TRXF11 concluiu a 12ª emissão de cotas em dezembro de 2024, levantando R$ 3,003 bilhões com o exercício integral do lote suplementar de 50%. A operação cravou o maior montante já captado por um fundo imobiliário na B3 e levou o patrimônio total do veículo para acima de R$ 6 bilhões, consolidando sua relevância no mercado.

Entre os efeitos diretos, a base de investidores do TRXF11 alcançou 218.834 cotistas ao fim do ano, um avanço de aproximadamente 34,5 mil ao longo de 2024. No mercado secundário, a liquidez diária média ficou em R$ 20,7 milhões, indicando apetite elevado por negociação das cotas e maior profundidade de mercado para o ativo.

Nos indicadores operacionais, a vacância física permaneceu controlada em 0,22%, enquanto a vacância financeira foi de 0,42%. O prazo médio dos contratos (WALE) atingiu 12,28 anos, com 69,05% da receita imobiliária proveniente de contratos atípicos, conferindo previsibilidade de fluxo e menor volatilidade de receitas, principalmente em cenários de ciclo econômico desafiador.

Estruturalmente, o portfólio reúne 121 propriedades distribuídas por 17 estados, somando 1,29 milhão de m² de área locável. A composição setorial é ancorada em varejo, com presença relevante de logística, além de ativos de educação e saúde, e participações em shopping centers. Essa diversificação geográfica e setorial contribui para diluição de riscos e resiliência operacional.

Em termos de resultados, o último pagamento de 2024 foi de R$ 1,00 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 1,02% sobre a cotação de fechamento. A gestão também concluiu a venda de um posto em São Paulo por R$ 5,35 milhões, transação que adicionou lucro estimado de R$ 0,009 por cota, reforçando a disciplina de reciclagem de portfólio.

Perspectivas do TRXF11 para 2025 incluem a integração dos recursos captados e a continuidade da estratégia de alocação em ativos com contratos atípicos e prazos alongados. Para o cotista, a combinação de escala, liquidez e governança tende a sustentar a tese de renda recorrente em fundo imobiliário, com atenção à manutenção da baixa vacância e à eficiência na gestão de ativos.

Sair da versão mobile