O FII TRXY11 encerrou dezembro de 2025 com resultado operacional de R$ 2,23 milhões, equivalente a R$ 0,139 por cota, e distribuiu R$ 0,13 por cota com pagamento em 15 de janeiro de 2026. Apesar do prejuízo contábil de R$ 82 mil, decorrente de realizações estratégicas em posições de FIIs, o fundo manteve uma reserva de lucros de R$ 197,8 mil, preservando flexibilidade para sustentar proventos futuros.
A receita mensal foi sustentada por R$ 1,7 milhão em dividendos e R$ 775,1 mil provenientes de CRIs, reforçando a diversificação de fontes de caixa. Nos dois últimos meses de 2025, a gestão intensificou a exposição a ações do setor imobiliário, incluindo CYRE3, ALOS3, DIRR3 e EVEN3, mirando a captura de ciclo de valorização com base em fundamentos sólidos e perspectiva de cortes de juros em 2026. Essa rotação setorial buscou aumentar o carrego e o potencial de ganho de capital.
No segmento de FIIs, a carteira foi impulsionada por dividendos extraordinários de TRXB11 e Capitania Oportunidades, além de operações táticas voltadas a capturar assimetrias de curto prazo. A disciplina de caixa, com cerca de 5% do patrimônio líquido mantido em liquidez, tem sido peça-chave para executar oportunidades com alta margem de segurança.
Estratégias táticas e a palavra-chave FII
Em dezembro, o fundo adquiriu 4% do patrimônio líquido em TRXF11 durante o leilão de 19/12 ao preço de R$ 93,75. Cinco dias úteis depois, parte da posição foi vendida com ganho de 3,3%, resultando em TIR anualizada de 1.259%. A tese replicou uma movimentação similar realizada com KNRI11 em março de 2025, evidenciando a capacidade de repetir padrões vencedores em janelas de volatilidade.
No acumulado de 2025, o TRXY11 distribuiu R$ 1,35 por cota, alcançando dividend yield de 13,92% sobre o preço de 30 de dezembro e superando CDI + 2,5% ou IPCA + 9,6% no período. Esse desempenho reforça a consistência da estratégia ativa, combinando renda recorrente e ganhos táticos.
Para 2026, a gestão manteve o guidance para junho, projetando distribuições mensais entre R$ 0,10 e R$ 0,13 por cota. A faixa implica rentabilidade anualizada estimada entre 12,4% e 16,1%, dependendo do ritmo de cortes de juros e da execução nas frentes de CRIs e ações do setor imobiliário, com viés conservador no uso do caixa.