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UBS corta preço-alvo e rebaixa Porto (PSSA3); veja os motivos

Porto (PSSA3)

Porto (PSSA3). Foto: Divulgação/Porto

A Porto (PSSA3) teve a recomendação rebaixada de compra para neutra pelo UBS BB nesta quinta-feira (15), movimento acompanhado do corte do preço-alvo de R$ 61 para R$ 54. Segundo o banco, após anos de forte performance, há pouco espaço para novas revisões de lucro e de rentabilidade, mesmo com os papéis acumulando alta superior a 21% em 12 meses. A avaliação indica um ciclo mais maduro, com menor potencial de surpresa positiva.

Os analistas destacam que a combinação de produtos com ticket médio mais baixo, níveis historicamente comprimidos de sinistralidade e expectativa de maior concorrência em 2026 tende a desacelerar o crescimento. Esse contexto pressiona margens e reduz a alavancagem operacional, limitando a expansão de resultados no curto prazo para a Porto (PSSA3).

No seguro auto, principal linha de negócios, o UBS aponta ambiente competitivo mais intenso. Dados da SUSEP indicam perda de cerca de 1,1 p.p. de market share em 2025, enquanto concorrentes mantiveram sinistralidade estável. O mix de produtos migrou para motos e apólices de menor valor, comprimindo margens. Esse quadro, dizem os analistas, deve persistir e restringir ganhos de rentabilidade. A leitura reforça a visão neutra para a companhia.

No segmento de saúde, há expectativa de desaceleração após ciclo robusto. A ampliação da base via planos mais acessíveis sustenta o crescimento de beneficiários, mas reduz o ticket médio. O UBS projeta elevação do índice de sinistralidade em 2026, o que tende a limitar a expansão de margens também nessa vertical, ainda que o volume siga favorável. Essa dinâmica exige disciplina de precificação e focalização em eficiência.

Após incorporar dados recentes, o banco revisou as estimativas de lucro em -8% para 2025-2029, mantendo crescimento, porém em ritmo moderado. O recálculo considera pressão competitiva, normalização de sinistralidade e menor alavancagem de preço. No cenário base, o valuation se torna menos atrativo frente ao risco, justificando a revisão de recomendação.

Em síntese, a Porto (PSSA3) entra em fase de crescimento mais conservador, com múltiplos ajustados ao novo equilíbrio setorial. Para investidores, o caso passa a depender de execução em eficiência, gestão de portfólio e capacidade de defender margens em auto e saúde. A visibilidade melhora no médio prazo, mas o curto prazo segue desafiador.

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