O Rio de Janeiro fechou 2025 com vacância de escritórios em 26,5%, o menor patamar desde 2015, segundo a JLL. O índice recuou de forma consistente ao longo dos quatro trimestres, sustentado por absorção líquida positiva e pela ausência de novos empreendimentos entregues no ano. Esse ajuste gradual indica melhora no equilíbrio entre oferta e demanda no mercado corporativo da cidade.
A consultoria aponta que o Centro foi a região que mais contribuiu para a queda da vacância, com ocupações relevantes e diversidade de opções. Já a orla encerrou 2025 com vacância de um dígito, refletindo maior competição por espaços bem localizados e próximos a serviços. A combinação desses movimentos reforça o protagonismo das áreas consolidadas no ciclo atual de recuperação do Rio de Janeiro.
O destaque de 2025 foi a absorção líquida positiva, especialmente em edifícios de padrão AA, que concentram especificações técnicas mais avançadas. O Porto Maravilha registrou absorções expressivas no quarto trimestre e não apresentou devoluções, sinalizando confiança no estoque qualificado e nos projetos de requalificação urbana que dinamizam a região. Esse comportamento contribuiu para a compressão da vacância nos imóveis de melhor performance.
No campo das locações, o quarto trimestre reuniu o maior volume de entradas e saídas, com as cinco maiores absorções formadas por expansões de empresas já instaladas. O movimento indica crescimento orgânico, ganhos de produtividade e maior convicção na qualidade dos ativos. O setor público permaneceu como motor do mercado, enquanto o segmento químico teve absorções relevantes no fim do ano, ampliando a base de inquilinos.
A oferta de grandes áreas também se ajustou. A disponibilidade de lajes acima de 10 mil m² diminuiu ao longo do ano, mantendo o Centro como o polo com maior diversidade de metragens e tipologias, enquanto outras regiões exibiram oferta limitada. Essa redução tende a sustentar negociações mais competitivas em contratos corporativos de grande porte.
Por fim, o preço médio pedido apresentou leve alta anual, apesar do recuo observado na orla e na Zona Sul no quarto trimestre. O resultado sugere uma precificação seletiva, com valorização de ativos classe A e AA em localizações estratégicas do Rio de Janeiro, em linha com a melhora dos fundamentos do mercado.