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Vale (VALE3) bate nova máxima histórica e puxa rali do Ibovespa

Vale (VALE3) bate nova máxima histórica e puxa rali do Ibovespa
Vale (VALE3). Foto: Divulgação/Vale

A Vale (VALE3) registrou máxima histórica nesta quarta-feira (21), com alta de 3,31% e cotação de R$ 82,73 às 17h30. A mineradora figurou entre as maiores altas do Ibovespa na sessão, acompanhando o rali que levou o índice a superar 170 mil pontos pela primeira vez. O movimento reforça o apetite por ativos brasileiros em meio à retomada do fluxo estrangeiro.

Em 2025, os papéis acumulam valorização superior a 14%, enquanto no período de 12 meses o ganho ultrapassa 50%. O desempenho recente reflete a percepção de melhora nos fundamentos do setor, com preços resilientes do minério de ferro e perspectiva de geração de caixa robusta. A VALE3 também se beneficia de um ambiente global favorável a commodities e da exposição cambial.

Empresas ligadas a commodities, como Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4), avançaram em conjunto, sustentando o índice e atraindo investidores globais interessados em diversificação. O interesse por mercados emergentes se intensifica com a busca por retorno superior e proteção cambial, em um cenário de incertezas nas economias avançadas.

O que impulsiona a alta da Vale hoje?

A VALE3 sobe ao lado de Petrobras e Itaú Unibanco, apoiada pelo ingresso de capital estrangeiro na B3 e pelo otimismo com os preços do minério de ferro. A percepção de menor risco doméstico e a rotação setorial em favor de empresas cíclicas reforçam o ímpeto comprador. Para gestores, a combinação de múltiplos atrativos e geração de caixa consistente sustenta a tese.

“O mercado negocia em forte alta, com as principais ações da bolsa subindo forte. Vale subindo, Itaú subindo e Petrobras. Isso acontece com a entrada do fluxo estrangeiro que tem saído dos Estados Unidos diante do aumento da incerteza gerada pelo presidente Donald Trump e buscando mercados emergentes”, afirma Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora. A leitura é de que o Brasil se destaca pela liquidez e pela exposição a commodities.

No curto prazo, a VALE3 pode continuar sensível às variações do minério de ferro e do dólar, além de notícias sobre demanda chinesa e agenda local. Ainda assim, a máxima histórica reforça a confiança do mercado na capacidade de entrega operacional da Vale e na resiliência do setor.

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