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Vale (VALE3) retoma operações em Congonhas após cumprir exigências

Vale (VALE3) retoma operações em Congonhas após cumprir exigências
Imagem gerada por IA

A prefeitura de Congonhas autorizou a retomada das operações da Vale VALE3 após a mineradora cumprir todas as determinações municipais relacionadas aos transbordamentos ocorridos em janeiro. A liberação foi confirmada nesta quarta-feira (4) em comunicado oficial do município, que destacou o encerramento das medidas corretivas exigidas nas áreas afetadas.

A decisão ocorreu depois de inspeção técnica que verificou a execução das correções nas minas de Fábrica e Viga, impactadas pelas chuvas intensas no início de 2024. O relatório municipal apontou conformidade com os protocolos de segurança e de mitigação de impactos previstos para a região.

Segundo a prefeitura, a mineradora quitou integralmente a multa de R$ 13,71 milhões aplicada pelos episódios. O pagamento foi uma das condicionantes para a restituição dos alvarás e a normalização gradual das atividades operacionais na cidade.

As ações adotadas incluíram apresentação e execução de medidas de contenção, limpeza estrutural de instalações, desobstrução de vias e limpeza de córregos atingidos por resíduos. Também houve atualização do plano emergencial, com reforço do Programa AGIR e monitoramento diário da qualidade hídrica, conforme exigido pelos órgãos locais.

Em sessão positiva do Ibovespa, as ações da Vale abriram em queda, mas se recuperaram ao longo do dia. Às 17h, os papéis avançavam 0,27%, cotados a R$ 84,72, refletindo a percepção de redução de riscos operacionais após a liberação municipal.

Relembre os incidentes nas minas da Vale VALE3 em janeiro

No dia 25 de janeiro, chuvas torrenciais provocaram transbordamento de água com sedimentos do reservatório da mineradora na Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, afetando áreas produtivas da CSN. O evento motivou imediata atuação das autoridades municipais e ambientais.

Menos de 24 horas depois, novo vazamento foi registrado na Mina Viga, em Congonhas, confirmado pela companhia, com água sendo despejada no rio Maranhão, conforme atestou a Defesa Civil. As ocorrências levaram à cassação dos alvarás e à interrupção das operações por decisões municipais e judiciais, agora revertidas após o cumprimento das exigências.

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