O VGIR11 encerrou dezembro de 2025 com resultado de R$ 16,03 milhões, abaixo dos R$ 20,652 milhões registrados em novembro. A receita do mês somou R$ 20,652 milhões, enquanto os custos operacionais atingiram R$ 5,981 milhões, refletindo um ambiente de maior seletividade na originação e gestão ativa da carteira de CRIs.
A distribuição de rendimentos foi de R$ 18,993 milhões, equivalente a R$ 0,13 por cota. Com base no desempenho de dezembro, a remuneração representou rentabilidade líquida de CDI + 1,4% ao ano sobre o valor patrimonial da cota de novembro, evidenciando disciplina de alocação e preservação de caixa. No acumulado de 12 meses, os investidores receberam R$ 1,49 por cota em dividendos do VGIR11, entregando rentabilidade líquida de CDI + 2,0% ao ano, resultado consistente para um fundo de crédito imobiliário.
A gestão mantém visão construtiva para o portfólio e segue monitorando os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que continuam apresentando condições saudáveis de crédito. Em dezembro, o fundo contava com 257.056 cotistas e volume médio diário de R$ 4,7 milhões no mercado secundário, reforçando liquidez e pulverização da base.
Movimentações relevantes marcaram o mês. O fundo imobiliário VGIR11 manteve reserva de caixa de R$ 0,02 por cota para despesas futuras, como taxa de performance, preservando flexibilidade operacional. A alocação segue concentrada em CRIs, com 99,8% do patrimônio líquido distribuído em 57 operações, totalizando R$ 1,412 bilhão investido.
Entre as aquisições, destacam-se oito operações que somaram R$ 260,2 milhões. Os principais novos ativos foram: CRI Tecnisa 573E (R$ 93,0 milhões, CDI + 4,25% a.a.), CRI Helbor 137E (R$ 70,0 milhões, CDI + 3,0% a.a.) e CRI São Benedito (R$ 20,0 milhões, CDI + 3,3% a.a.), reforçando a estratégia de buscar spreads atrativos com lastros imobiliários diversificados.
No mesmo período, o fundo realizou vendas de R$ 212,9 milhões em CRIs, incluindo desinvestimentos integrais em Artefacto, Sampaio Viana, Gafisa 306S e Gafisa 307S, além de reduções parciais em outros papéis. As saídas foram feitas com geração de ganhos de capital, alinhadas ao mandato de reciclagem eficiente da carteira. Ao final do mês, o FII VGIR11 demonstrou resiliência, liquidez e foco em risco-retorno ajustado, sustentando a capacidade de distribuição de rendimentos.
