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VRTA11 gira carteira e reforça CRIs após aporte no TRXF11

VRTA11 gira carteira e reforça CRIs após aporte no TRXF11
VRTA11 amplia exposição ao TRX com subscrição de R$ 48,5 mi - Foto: Pixabay

O VRTA11 ampliou sua exposição em cotas de fundos imobiliários em dezembro de 2024, ao subscrever 484.637 cotas do TRXF11 por aproximadamente R$ 48,5 milhões. A movimentação integrou uma estratégia de otimização de carteira, com foco em substituir ativos menos rentáveis por CRIs com retornos superiores e maior diversificação de indexadores, conforme o relatório gerencial do mês.

A gestora aproveitou a oferta do TRXF11 para desmontar posições em ativos considerados ilíquidos e de baixo rendimento. Entre os papéis vendidos estavam os CRIs Copagril 204, 206 e 207, Creditas (Sênior e Mezanino) e GPA TRX, que possuíam taxa média ponderada de IPCA+7,30% ao ano. A maioria das cotas recebidas do TRXF11 foi posteriormente vendida no mercado secundário, reforçando a reciclagem de portfólio do VRTA11.

Em paralelo, o fundo acelerou os aportes em Certificados de Recebíveis Imobiliários. Alocou R$ 5,6 milhões adicionais no CRI Guestier, com remuneração de IPCA + 12% ao ano, e R$ 1,9 milhão no CRI Summus, a IPCA + 11,5% ao ano. As aquisições buscaram elevar a taxa média da carteira e alongar prazos com spreads atrativos.

Entre as novas posições, o destaque foi a compra de R$ 8 milhões do CRI Evoke, remunerado a CDI + 4,5% ao ano e vencimento em dezembro de 2030, favorecendo a diversificação entre indexadores. O maior aporte do mês ocorreu no CRI OR Loteamentos, no montante de R$ 20,5 milhões, com remuneração de IPCA + 12,5% ao ano e vencimento em dezembro de 2037, ampliando a exposição a créditos de longo prazo.

As compras do período somaram cerca de R$ 84,5 milhões, combinando CRIs e cotas do TRXF11. Em contrapartida, vendas e resgates antecipados totalizaram aproximadamente R$ 81,1 milhões, evidenciando a rotação ativa da carteira. O volume financeiro conjunto das operações alcançou R$ 165,6 milhões.

Ao final do mês, o fundo distribuiu R$ 0,85 por cota, em linha com suas diretrizes regulatórias e de política de rendimentos. A execução da estratégia manteve o foco em elevar o carrego, reduzir iliquidez e fortalecer a previsibilidade dos fluxos de caixa do VRTA11.

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