O VRTA11 registrou lucro de R$ 9,6 milhões em janeiro de 2025, reforçando sua estratégia de alocação em CRIs atrelados ao IPCA e ao CDI. A gestão distribuiu R$ 0,85 por cota no período e reafirmou a projeção de rendimentos entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por cota no primeiro semestre de 2026, apoiada no fluxo de caixa contratual e na disciplina de alocação.
A recente desvalorização das cotas foi atribuída ao ciclo de juros elevados, que afeta o mercado de FIIs de crédito como um todo. Com cotação de R$ 80,00, o dividend yield mensal ficou em 1,06%, equivalente a cerca de 107% do CDI após gross up de 15%, sinalizando retorno competitivo frente a alternativas de renda fixa.
O P/VP encerrou janeiro em 0,94x, indicando negociação com desconto em relação ao valor patrimonial. Segundo a administradora, essa assimetria cria oportunidade atrativa para novos aportes, especialmente considerando o carrego dos CRIs e a possibilidade de compressão de spreads em um cenário de normalização monetária.
Como está a liquidez do VRTA11?
O fundo fechou janeiro com R$ 30,6 milhões em caixa, aproximadamente 2,3% do patrimônio líquido, preservando folga para pagamentos de dividendos e execução do pipeline. Essa posição reforça a flexibilidade para novas alocações e a manutenção do guidance de dividendos sem comprometer a saúde do portfólio.
Quais foram os novos investimentos realizados?
Em janeiro, o VRTA11 alocou R$ 1,7 milhão no CRI Guestier e R$ 5,2 milhões no CRI Residence Entreserras, ambos remunerados a IPCA + 12% ao ano, o que oferece proteção contra inflação e elevado spread real. Além disso, investiu R$ 11 milhões no CRI Fibra, com retorno de CDI + 3% ao ano, ampliando a diversificação por indexador.
O que mudou na estratégia de compromissada?
O fundo liquidou antecipadamente R$ 40 milhões em compromissada reversa, reduzindo o saldo para R$ 20,9 milhões, com vencimento em março de 2026 e remuneração de CDI + 0,70% ao ano. A medida diminui o custo financeiro e fortalece a estrutura de capital, alinhada à gestão ativa de passivos.
Em síntese, o VRTA11 combina desconto no P/VP, distribuição consistente e portfólio com CRIs indexados a IPCA e CDI, enquanto ajusta passivos e preserva liquidez. Esse conjunto sustenta a tese de retorno atrativo no médio prazo.
