A gestora do fundo imobiliário VRTM11 reportou resultado contábil de R$ 3,95 milhões em novembro, refletindo ajustes seletivos na carteira de crédito, expansão em imóveis diretos e preservação do fluxo de proventos. A estratégia buscou combinar ganho tático em CRIs com alocação em ativos reais, mantendo liquidez prudente e disciplina de risco.
Ao mesmo tempo, a administração reforçou a comunicação sobre descontos na cota frente ao valor patrimonial, apontando potencial de valorização.
No segmento de recebíveis, o fundo executou duas movimentações relevantes. A primeira foi a aquisição de cerca de R$ 1,5 milhão do CRI Terrassa, com remuneração de IPCA + 12,25% ao ano, elevando o carrego real da carteira.
A segunda, a saída integral do CRI HCC, em operação próxima de R$ 1,9 milhão, liberando capital para realocações com melhor relação risco-retorno. Essas decisões reforçam o papel dos CRIs como instrumentos de proteção inflacionária e geração de caixa.
A alocação em imóveis diretos ganhou tração em novembro. O VRTM11 concluiu a recompra das duas últimas unidades do Patriani – Mirai Atibaia e adicionou outras três unidades em diferentes projetos, somando R$ 935 mil. O destaque ficou para a contratação de oito unidades na planta do CK Artefacto, em Santa Catarina, com investimento total de R$ 10,7 milhões, visando captura de margem na entrega e na comercialização.
Projetos em desenvolvimento avançaram dentro do cronograma. A gestão liberou R$ 9,4 milhões para dez obras em andamento, assegurando ritmo de construção e previsibilidade de desembolsos. No Alpha Houses I, em Barueri (SP), três unidades aguardam conclusão de trâmites cartoriais antes da venda, com perspectiva de ganho estimado entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por unidade, apoiando a geração de resultado.
Composição e métricas do portfólio indicam equilíbrio entre ativos diretos, FIIs e CRIs, com caixa próximo de 5% do patrimônio líquido, preservando flexibilidade para novas oportunidades. O dividend yield mensal foi de 1,32% em novembro, equivalente a 148% do CDI após gross up, enquanto o P/VP fechou em 0,73x, sugerindo desconto relevante das cotas.
O cenário reforça a tese do fundo imobiliário em combinar renda corrente de recebíveis com apreciação potencial em imóveis, sustentada por execução operacional, diversificação e disciplina de alocação. Para o cotista, a manutenção da capacidade de distribuição, aliada ao desconto no P/VP, compõe um quadro atrativo sob ótica de risco-retorno.