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XP eleva preço-alvo da CBA (CBAV3), vê potencial de 40% e reforça compra; entenda

Fábrica da CBA (CBAV3) em São Paulo (SP). Foto: Arquivo Creative Commons.

Fábrica da CBA (CBAV3) em São Paulo (SP). Foto: Arquivo Creative Commons.

A CBA (CBAV3) ganha novo fôlego após a XP elevar o preço-alvo para R$ 9,50, sugerindo potencial de valorização de 40% e reforçando a recomendação de compra. O caso de investimento apoia-se na recuperação operacional, na redução de custos estruturais e na melhora da geração de caixa. A normalização da refinaria de alumina até o quarto trimestre de 2025 é vista como um catalisador-chave para destravar resultados ao longo de 2026.

Com a retomada da refinaria, a companhia deve superar gargalos que pressionaram margens, favorecendo mix e eficiência. A expectativa é de maior estabilidade operacional e captura de produtividade. Essa trajetória reforça a confiança na tese, especialmente em um ambiente de disciplina de capital.

Os analistas também apontam mudanças estruturais relevantes no custo de energia a partir de 2028. O fim de um contrato oneroso deve reduzir despesas e adicionar cerca de R$ 300 milhões ao EBITDA, ampliando a alavancagem operacional e a resiliência de caixa. Esse alívio estrutural melhora a visibilidade de retorno sobre o capital investido.

Projetos de crescimento e modernização, agora em fase final, tendem a reduzir o capex recorrente, com economias anuais estimadas entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões. Essa menor necessidade de investimento sustenta o avanço do fluxo de caixa livre no médio prazo, permitindo maior flexibilidade para desalavancagem e potencial remuneração ao acionista. A perspectiva de FCF mais robusto reforça o racional de compra.

A XP projeta preço do alumínio em US$ 2.800 por tonelada em 2026 e US$ 2.650 a partir de 2028, com demanda ancorada por veículos elétricos, energia renovável e redes de transmissão, além de restrições de oferta fora da China. Esse pano de fundo favorece a CBA ao longo do ciclo, especialmente na recuperação de margens.

Por fim, a exposição ao alumínio em dólar cria um amortecedor em cenários domésticos incertos. Os FCF yields são estimados em 14% no curto prazo, podendo superar 30% em caso de preços mais altos do metal. Assim, a tese de CBAV3 combina normalização operacional, queda estrutural de custos e alavancas de preço, reforçando o potencial de valorização.

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