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XP mantém compra para Natura (NATU3) após acordo milionário nos EUA

A XP Investimentos manteve a recomendação de compra para Natura (NATU3) nesta segunda-feira (22), após a Natura anunciar um acordo de US$ 67 milhões para encerrar um litígio nos Estados Unidos. A corretora entende que o impacto financeiro é limitado e que a resolução elimina riscos legais relevantes, reforçando a visibilidade para os próximos trimestres. Segundo os analistas, a conclusão do caso reduz incertezas e apoia a tese de recuperação operacional da companhia.

O acordo está relacionado ao chamado “caso Chapman”, uma disputa ligada à antiga Avon Products Inc., que teve decisão desfavorável na Corte de Apelações da Califórnia. A Natura optou por pagar o montante para acionar a cobertura de seguros e encerrar definitivamente o processo. Com isso, a empresa remove um passivo contingente que pressionava a percepção de risco, especialmente entre investidores internacionais.

Qual o tamanho do impacto? O valor representa cerca de 3% do market cap da companhia. O pagamento está previsto para 6 de março e será registrado no quarto trimestre como operação descontinuada. A XP ressalta que alienações recentes de ativos da Avon — como o Avon CARD e as operações na Rússia — somaram aproximadamente US$ 54 milhões, mitigando parte do desembolso e preservando a liquidez.

Por que a XP mantém compra para NATU3? Para os analistas, o acordo encerra a última obrigação material associada aos litígios da Avon Products Inc., sendo o “caso Chapman” o único fora do Chapter 11 da subsidiária. Com a limpeza do passivo legal, a Natura avança para um ciclo de simplificação corporativa, com foco nas marcas principais, melhoria de margens e disciplina de capital.

A XP destaca que a companhia entra em 2026 com estrutura mais enxuta, após desinvestimentos seletivos e racionalização de portfólio. A expectativa é de progresso em alavancagem e geração de caixa, sustentados por ganhos de eficiência e maior priorização de canais rentáveis. A manutenção da recomendação compra reflete essa combinação de redução de riscos, execução estratégica e potencial de re-rating.

Em síntese, o acordo de US$ 67 milhões equilibra custo imediato com benefício estrutural: elimina incertezas judiciais, ativa cobertura de seguro e reforça a narrativa de normalização. Para NATU3, isso significa melhor visibilidade de resultados e espaço para focar crescimento orgânico e retorno ao acionista.

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