A XP Investimentos destacou três ações do varejo como principais apostas para 2026: Mercado Livre (MELI), Pague Menos (PGMN3) e Lojas Renner (LREN3). A casa vê um ambiente de recuperação para o setor, sustentado por variáveis macroeconômicas que podem estimular o consumo e destravar valor nas líderes listadas. A seleção equilibra exposição a e-commerce, saúde e moda, buscando resiliência e potencial de alta.
Os analistas projetam corte da Selic a partir de março, inflação sob controle e mercado de trabalho sólido. Esse tripé tende a ampliar o poder de compra, melhorar confiança e apoiar uma retomada gradual do crédito. Em conjunto, cria-se um cenário mais construtivo para margens e volumes no varejo, ainda que a normalização de estoques e a competição exijam disciplina operacional.
Quais riscos podem afetar o desempenho? O calendário eleitoral deve elevar a incerteza e a volatilidade, impactando prêmio de risco e decisões de consumo. Além disso, o segundo semestre pode sentir efeitos sazonais, com mais feriados em dias úteis e a Copa do Mundo alterando tráfego e mix de canais. A concorrência digital e eventuais choques de custos também seguem no radar de investidores de varejo.
Como a XP revisou suas projeções? O relatório atualizou estimativas e preços-alvo para o fim de 2026, refletindo resultados recentes e novas premissas macro. A abordagem ficou mais temática, agrupando empresas em teses macro, companhias em “autoajuda” e crescimento estrutural. Essa leitura facilita identificar catalisadores e riscos idiossincráticos, otimizando alocação no segmento.
Principais escolhas da XP: MELI, PGMN3 e LREN3. O Mercado Livre combina escala, logística e fintech, sustentando crescimento e rentabilidade. A Pague Menos avança em eficiência e serviços de saúde, com ganhos operacionais em “autoajuda”. Já a Lojas Renner equilibra marca forte, cadeia integrada e disciplina de capital. Entre as palavras-chave do relatório, destacam-se Selic, inflação controlada e crescimento estrutural, reforçando o racional de tese.
Em síntese, a XP projeta ambiente mais favorável ao varejo em 2026, porém com trajetória sujeita a oscilações e mudança de hábitos de compra. Seleção criteriosa, foco em execução e monitoramento de riscos macro e regulatórios serão cruciais para capturar o upside do ciclo.
