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XPCA11 eleva renda, roda carteira e mira crédito de qualidade

Uma pessoa escrevendo em um livro com uma caneta

Imagem gerada por IA

O dividendo do XPCA11 ganhou destaque após o fundo reportar resultado líquido de R$ 2,783 milhões em janeiro de 2025, abaixo dos R$ 4,787 milhões de dezembro. Mesmo com a queda do resultado, a geração de caixa foi sustentada, com os CRA respondendo por R$ 2,788 milhões em receitas, enquanto LCA e outros ativos de renda fixa somaram R$ 391,1 mil no período. A gestão reforçou disciplina na alocação, buscando equilíbrio entre retorno e risco setorial.

Em janeiro, o fundo pagou R$ 0,12 por cota aos investidores com posição em 30 de janeiro, com liquidação em 13 de fevereiro de 2026. Esse valor representa o maior dividendo do XPCA11 em 25 meses consecutivos, consolidando tendência de fortalecimento da renda distribuída. O movimento reflete a estratégia de capturar spreads atrativos no agronegócio, mesmo em ambiente de juros em ajuste.

A composição da carteira manteve-se concentrada em crédito estruturado do agronegócio. Ao fim do mês, os CRA representavam 71,9% do patrimônio líquido, enquanto as cotas de FIDC Fiagro respondiam por 21,2%. Os CRI Agro tinham participação de 0,9%, e o caixa equivalia a 6,0%, preservando liquidez para novas oportunidades e gestão tática de curto prazo.

A gestão promoveu mudanças relevantes. O Fiagro XPCA11 liquidou integralmente sua posição no CRA Itaueira, encerrando a exposição ao segmento de frutas, e reforçou a rotação setorial. Paralelamente, foi adquirida uma operação de R$ 25 milhões com a Minerva (palavra-chave secundária), líder sul-americana em carne bovina, classificada como tática para rentabilizar o caixa durante a conclusão de outras diligências.

A estratégia visa capturar assimetria em crédito corporativo do agro com garantias robustas e duration controlada. A equipe destacou que tais movimentações contribuem para a estabilidade do fluxo de rendimentos, mesmo diante de volatilidade macroeconômica e do calendário de safras.

Outra frente relevante foi a nova operação com a Coopercana (palavra-chave secundária). Estruturada em R$ 6 milhões, a transação remunera CDI + 2,50% ao ano, lastreada por cessão fiduciária de recebíveis da Cargill e aval dos diretores. O desenho reforça a qualidade das garantias e a diversificação de contraparte, sustentando o perfil de renda do portfólio e a consistência do dividendo do XPCA11 no médio prazo.

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